Atingir o volume anual de 1 milhão de veículos exportados é a principal meta de Luiz Moan como presidente da Anfavea, a associação dos fabricantes de veículos. A entidade pediu ao governo federal a criação do Exportar-Auto, programa que ofereceria incentivos para a venda de produtos brasileiros no exterior. Além disso, a política contaria com o empenho das fabricantes de veículos na produção de modelos mais modernos e adequados para competir em outros mercados globais.
A pesquisa da KPMG contou com a participação de 200 executivos de montadoras, fornecedores de componentes, concessionárias, prestadores de serviços financeiros e de mobilidade e empresas de aluguel. Os profissionais atuam na indústria automotiva de 28 países da Europa, Oriente Médio, África, Ásia e Américas.
O estudo indicou que o crescimento do mercado mundial de veículos nos próximos 10 anos será liderado pelos Brics – bloco de países emergentes que incluí Brasil, Rússia, Índia e China. Essa foi a opinião de 85% dos entrevistados. Para 92% dos executivos os consumidores consideram a durabilidade e a eficiência energética como aspectos prioritários no momento de decidir pela compra de determinado modelo. Cerca de 79% dos participantes apontaram ainda que as inovações em segurança também são aspectos importantes para o consumidor.
O levantamento revela que os recursos tecnológicos também têm grande relevância na decisão de compra. Mesmo assim, segundo a pesquisa, os carros com propulsão alternativa, como híbridos e elétricos, ainda não são a preferência do cliente. Os executivos indicam que a área de distribuição pode passar por grandes transformações no futuro. Um pouco mais da metade dos participantes da pesquisa, 53%, apontam que os modelos tradicionais de revendas de automóveis não alcançarão os mesmos resultados. Para 71% dos profissionais, o varejo on-line de veículos terá crescimento expressivo já em 2014.