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Brasil resiste à crise internacional

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Redação AB

23 ago 2011

3 minutos de leitura

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Natalia Gómez

A crise internacional protagonizada por Estados Unidos e Europa não deve comprometer a continuidade do crescimento econômico brasileiro, segundo avaliação da economista sênior do departamento de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, Fabiana D’Altri, que participou nesta segunda-feira, 22, do Simpósio SAE Brasil Tendências e Inovação na Indústria Automobilística, no Sheraton WTC, em São Paulo, SP.

De acordo com a economista, a demanda interna permanece aquecida, a despeito do momento internacional, impulsionada pelo mercado de trabalho. Neste ano, o nível de desemprego deve fechar no menor nível histórico, de 6,2%, indicador que tende a se repetir em 2012. O banco prevê crescimento de 4% para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano.

De acordo com Fabiana, os agentes do mercado estão preocupados com a crise nos países desenvolvidos por conta do trauma de 2008. “É como um ex-combatente que ouve a porta bater em casa e pensa que é uma bomba.” A principal diferença, segundo ela, é que a crise de 2008 era causada pela falta de liquidez. Hoje o problema é o crescimento moderado dos Estados Unidos e da Europa, que deve prosseguir pelos próximos quatro ou cinco anos. “Será uma correção não dramática, porém prolongada”, afirmou. A “normalidade” das condições monetárias não deve voltar nos próximos três anos. Até então, os juros permanecerão muito baixos nos países ricos, enquanto todos buscarão ativos nos mercado emergentes.

A expectativa é de que o câmbio mantenha sua trajetória de apreciação, ficando por volta de R$ 1,55 ou R$ 1,60 neste ano e no ano que vem. “Ninguém espera uma recuperação rápida dos Estados Unidos, portanto o dólar não deve ganhar valor no médio prazo”, afirmou. A inflação medida pelo IPCA, que tanto preocupou o mercado neste ano, está em 7,2% no acumulado dos últimos doze meses. A tendência é de queda, chegando a 5% no fim do ano que vem. Ela é sustentada pela inflação no setor de serviços, impulsionada pelo bom desempenho do mercado de trabalho, com alta de salários e maior formalização da mão de obra.

Mesmo com a inflação pressionada no primeiro semestre de 2012, não há previsão de novo aumento na taxa básica de juros, em virtude do crescimento fraco da economia externa. “O último movimento de alta feito pelo Banco Central deve encerrar o ciclo de altas”, explica. Na visão da economista, os investimentos das empresas no mercado doméstico devem manter-se fortes em razão do sentimento de que a demanda ainda cresce. A insegurança momentânea poderá adiar alguns anúncios de investimentos, mas não colocá-los em risco.

Foto: Ruy Hiza