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Brasil segue com taxas elevadas de mortes em acidentes de trânsito

Apesar de recentes evoluções, como a obrigatoriedade de airbags e freios ABS nos carros, o Brasil permanece com taxas vergonhosas de mortes em acidentes de trânsito. A conclusão é do Ipea, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que elaborou o estudo Mortes por acidentes de transporte terrestre no Brasil: análise dos sistemas de informação do Ministério da Saúde. O material se baseou nos dados mais recentes disponíveis, de 2013.
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Redação AB

27 jul 2016

2 minutos de leitura

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O levantamento não traz boas notícias: os números brasileiros chegam a 21 mortes em acidentes de trânsito a cada 100 mil habitantes. O índice está distante do registrado em países desenvolvidos. Na Europa, por exemplo, que conta com legislações severas de segurança e consumidores mais bem informados sobre recursos de proteção aos ocupantes nos veículos, são pouco mais de 10 mortes por 100 mil. A taxa brasileira está mais próxima da verificada no continente africano, que soma 24 por 100 mil.

Segundo o levantamento, o trânsito segue entre as principais causas de óbitos no Brasil. Para a população de 15 a 29 anos, por exemplo, este é o segundo maior motivo de falecimentos. Em 2013, houve total de 43 mil fatalidades e perto de 170 mil internações financiadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Com isso, o Ipea calcula que a sociedade tenha um custo de R$ 50 bilhões por ano, considerando gastos com atendimento e a perda de produção das vítimas.

“Independentemente dos custos financeiros , a grande quantidade
de mortos e feridos no trânsito brasileiro gera fortíssimos impactos para as famílias envolvidas, a maior parte deles incomensuráveis emocionalmente, e para a sociedade em geral. É fundamental compreender esse fenômeno para que políticas adequadas de redução dos acidentes e das vítimas de trânsito tenham êxito”, destaca o texto, elaborado por Carlos Henrique Ribeiro de Carvalho, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea.

O levantamento aponta que a situação tende a se agravar com o crescimento da frota nacional de veículos. O caso mais grave é o das motocicletas, que concentra o maior grupo de vítimas fatais (28,5% das mortes em acidentes de trânsito). Em seguida aparecem as pessoas que usam automóveis (23,8%), pedestres (19,4%) e ciclistas (3,2%).