
Na terça-feira, 29, Mantega teve uma reunião em seu gabinete em Brasília para discutir o assunto. Estiveram presentes o presidente da associação nacional dos fabricantes de veículos (Anfavea), Luiz Moan, representantes da Adefa, a associação das montadoras na Argentina, o ministro da Economia do país vizinho, Axel Kicillof, sua colega da pasta da Indústria, Débora Giorgi, e o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Mauro Borges. Nenhuma decisão final foi tomada para melhorar o fluxo de comércio de veículos entre os dois países, mas foram apresentadas propostas que serão melhor discutidas em novas reuniões marcadas para a próxima semana, nos dias 6 e 7 de maio.
Em nota conjunta distribuída após a reunião, os ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento informaram que “os governos e representantes do setor privado de Brasil e Argentina assumiram o compromisso de estudar formas para o aumento das compras bilaterais do setor automotivo. Os parâmetros e as metas para o incremento do comércio na região serão definidos por grupo de trabalho composto por representantes dos governos e dos setores privados, que se reunirá nos dias 6 e 7 de maio, em Brasília”, diz o texto. Ainda segundo o comunicado, os governos de Brasil e Argentina “estudam o uso de instrumentos financeiros para a garantia das operações comerciais”.
No evento da segunda-feira, Mantega destacou que o governo está negociando com o país vizinho a liberação de entraves para exportação de automóveis e viabilizando financiamento. O ministro justificou os estímulos como parte de uma política econômica para evitar o desemprego. Além disso, segundo ele, é uma forma de estimular indústrias que têm um peso no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).