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Brasileiros prontos para o carro elétrico

Pesquisa realizada pela Deloitte constatou que os consumidores brasileiros têm interesse na aquisição de um carro elétrico. “Dos 530 entrevistados no País, 56% disseram que comprariam um automóvel zero emissão. O índice é superior ao registrado no Canadá e nos Estados Unidos, por exemplo”, mostrou Ricardo Carvalho, sócio de finanças corporativas da consultoria. O executivo apresentou dados do estudo durante o Salão Latino-Americano de Veículos Elétricos, na terça-feira, 14.
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Giovanna Riato

14 ago 2012

2 minutos de leitura

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O principal obstáculo para o avanço da tecnologia é o preço desse tipo de veículo. O investimento é fator mais importante para o consumidor brasileiro do que para o europeu, por exemplo. No País, os clientes são sensíveis ao preço mais alto pago pela tecnologia na comparação com carros equipados com motores a combustão.

Segundo a pesquisa, o investimento inicial mais alto para adquirir um veículo elétrico só seria justificado por uma vantagem financeira expressiva para manter o carro. A Deloitte estima que isso aconteceria se o preço da gasolina aumentasse para patamar superior a R$ 4,30 por litro.

A autonomia é outro fator importante. Apesar de a maioria das pessoas percorrerem até 40 quilômetros por dia para cumprir os compromissos de rotina, os consumidores exigem que o carro seja capaz de rodar ao menos 80 quilômetros sem precisar recarregar a bateria. “O tempo dessa recarga também é uma questão delicada. O ideal é que ele dure até quatro horas”, explica. Outro ponto importante é a infraestrutura de reabastecimento, que precisaria de uma vasta oferta de postos.

“Notamos que o consumidor brasileiro está aberto. É questão de tempo e de incentivos”, avalia Carvalho. Na visão dele, uma boa aposta da indústria seria desenvolver uma bateria nacional, adequada às condições climáticas e infraestrutura local. “Para isso, no entanto, precisamos de isenção de impostos para componentes”, lembra.