
O principal obstáculo para o avanço da tecnologia é o preço desse tipo de veículo. O investimento é fator mais importante para o consumidor brasileiro do que para o europeu, por exemplo. No País, os clientes são sensíveis ao preço mais alto pago pela tecnologia na comparação com carros equipados com motores a combustão.
Segundo a pesquisa, o investimento inicial mais alto para adquirir um veículo elétrico só seria justificado por uma vantagem financeira expressiva para manter o carro. A Deloitte estima que isso aconteceria se o preço da gasolina aumentasse para patamar superior a R$ 4,30 por litro.
A autonomia é outro fator importante. Apesar de a maioria das pessoas percorrerem até 40 quilômetros por dia para cumprir os compromissos de rotina, os consumidores exigem que o carro seja capaz de rodar ao menos 80 quilômetros sem precisar recarregar a bateria. “O tempo dessa recarga também é uma questão delicada. O ideal é que ele dure até quatro horas”, explica. Outro ponto importante é a infraestrutura de reabastecimento, que precisaria de uma vasta oferta de postos.
“Notamos que o consumidor brasileiro está aberto. É questão de tempo e de incentivos”, avalia Carvalho. Na visão dele, uma boa aposta da indústria seria desenvolver uma bateria nacional, adequada às condições climáticas e infraestrutura local. “Para isso, no entanto, precisamos de isenção de impostos para componentes”, lembra.
