
A linha EP 150 é fabricada na Bridgestone de Santo André (SP) e equipa 100% dos Chevrolet Onix (o carro mais vendido no País). Também está em 75% dos Chevrolet Cobalt e em 45% dos Renault Logan e Sandero. Os Chevrolet Prisma e Spin também recebem os novos pneus. “Aumentamos nossa participação de mercado no fornecimento às montadoras neste primeiro semestre”, garante Concheta.
A menor resistência ao rolamento decorre da utilização de sílica e de outros compostos mais modernos. Pelo novo Programa Brasileiro de Etiquetagem eles recebem letra C em resistência ao rolamento e também em frenagem no piso molhado (a melhor nota é A e a pior, G).
PARA PESADOS, DOIS MODELOS
A nova linha Ecopia comercial (para caminhões, ônibus e carretas) também é feita em Santo André e tem dois modelos, R268 e M792, sempre com as medidas 295/80 R22.5. O primeiro deles pode ser aplicado em eixos direcionais e reboques. O outro é indicado para eixos de tração. “Eles reduzem em até 2% o consumo de combustível em relação a pneus Bridgestone convencionais”, afirma o gerente de produto Marcelo Cruz.
Pelas contas da Bridgestone, em uma frota de 100 veículos com seis pneus cada, no fim de um ano a economia gerada equivale a 44,2 mil litros de diesel. Esses pneus têm compostos mais modernos (com sílica) e novos desenhos para a banda de rodagem. “Eles chegam ao mercado na segunda quinzena de setembro, diz Cruz. Custam entre 3% e 5% a mais que os convencionais. O fornecimento às montadoras ainda não começou. “Estamos em processo de homologação”, afirma o gerente da Bridgestone.
Pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem, o R268 recebeu letra C em resistência ao rolamento e B em frenagem no molhado. O M792 ganhou D em ambos os critérios. Assim como os pneus de passeio, a melhor nota é A e a pior, G.
“Ocupamos neste momento o primeiro lugar em pneus de carga. Até o fim do ano venderemos mais de 1 milhão de unidades. Tivemos um crescimento de 8% no confronto com 2015 e de 10% sobre o primeiro semestre de 2016”, revela Concheta Feliciano.
A Bridgestone tem quatro unidades no Brasil e cerca de 4 mil colaboradores. A unidade de Santo André é a mais antiga. Existe desde 1939 e produz pneus de para automóveis, utilitários, caminhões, ônibus, máquinas agrícolas e equipamentos industriais. A fábrica de Camaçari (BA) tem portfólio semelhante. Outras duas, em Mafra (SC) e Campinas (SP), fazem bandas de rodagem para reforma de pneus.