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Brumer: setor está atento à desindustrialização

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paulo

31 mar 2011

3 minutos de leitura

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Paulo Ricaro Braga, AB

Wilson Brumer, presidente da Usiminas, disse a Automotive Business nesta quarta-feira, 30, que o setor siderúrgico está preocupado com os cenários que indicam perda de competitividade da indústria brasileira e também pretende levar ao governo recomendações que possam contribuir para fortalecer os empreendimentos locais. “É visível que acontece uma desindustrialização no País”, alertou.

“A siderurgia também vai a Brasília, da mesma forma que a indústria automobilística”, afirmou. Ele explica que a participação da Usiminas na cruzada pelo avanço na competitividade do parque industrial ocorre por meio do Instituto Aço Brasil (IABR, antigo Instituto Brasileiro de Siderurgia – IBS), que representa as empresas do setor. O executivo acompanha os levantamentos realizados pelo setor automotivo para o diagnóstico da progressiva perda da capacidade para enfrentar a chegada de veículos e componentes estrangeiros e descarta haver uma queda de braço entre o setor siderúrgico e o automotivo.

“Eventuais aumentos no preço do aço serão negociados com os distribuidores do produto”, afirmou, explicando que existem contratos de longo prazo com as montadoras. Ele reconheceu que já “foi mais fácil” administrar os preços no setor, quando havia reajustes espaçados na cotação do minério de ferro e outros insumos. As revisões frequentes da matéria-prima causam preocupação contínua para as usinas em vista do desgaste nas negociações com clientes.

Brumer enfatizou que não gosta do termo ‘repasse de preços’, que levaria a um entendimento de uma simples transferência de custos. “Estamos sempre empenhados em discutir o assunto com a cadeia de produção”, afirmou. O presidente da Usiminas destacou o papel da empresa no setor automotivo: “Somos responsáveis por 50% do aço fornecido para montadoras e fabricantes de autopeças”, assinalou.

O executivo defende um amplo entendimento para construir uma nova agenda, a fim de enfrentar as dificuldades históricas que afetam o desempenho da indústria, que se estendem a questão cambial, infraestrutura, logística e tudo o mais que leva a uma elevação do custo Brasil. Ele destacou que é preciso trabalhar em conjunto na cadeia de produção: “Não adianta ter só um elo forte ao longo da cadeia. É preciso tornar todo o processo forte”, finalizou.

Foto: Wilson Brumer, presidente da Usiminas.