
Brumer já foi presidente da Vale (onde trabalhou 17 anos), Acesita, Companhia Siderúrgica de Tubarão, do conselho de administração da BHP Billiton no País e do Instituto Brasileiro de Siderurgia. O executivo foi também secretário de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais entre 2003 e 2007.
Israel Vainboim, que já comandou a CST, será o novo presidente do conselho de administração.
“Fico muito satisfeito e envaidecido que será o Brumer o novo presidente da Usiminas. Essa é a garantia de continuidade do processo de transformação, sem mudanças de rotas”, disse Castello Branco. A afirmação, em tom otimista, não espelha a realidade que reinou na empresa nos últimos dois anos, quando foi colocado em prática um programa de mudanças na gestão.
A imprensa revelou nos últimos meses detalhes desse cenário, marcado por uma guerra interna entre Castelo Branco e seu antecessor Rinaldo Campos Soares, que esteve 17 anos no comando da Usiminas e continua como membro do conselho de administração.
A Usiminas é controlada pela Nippon Steel, Votorantim e Camargo Corrêa. Os sócios haviam emitido sinais de desagrado com os acontecimentos recentes, que envolveram até mesmo denúncias de assédio moral e sexual durante treinamentos promovidos pela consultoria APA.
Nota divulgada pela Usiminas assinala que a empresa começa uma nova etapa do processo de mudança e modernização. “Peço a todos muita paz e serenidade nesse momento para que possamos atingir os nossos objetivos” – disse Brumer, assegurando que a linha estratégica da companhia continua: “O que muda é o estilo de gestão”.
O novo presidente confirmou que será mantido o investimento de R$ 3,2 bilhões já anunciado para 2010. Além da conclusão da coqueria 3, em Ipatinga, estão previstos projetos de melhorias operacionais nas plantas de Ipatinga e Cubatão. Nos primeiros meses do ano que vem serão concluídas a ampliação da Unigal e a implantação do novo laminador de tiras a quente em Cubatão.
Na foto de Roberto Rocha estão Wilson Brumer e Marco Antônio Castello Branco.