logo

marcas chinesas

BYD Atto 2 híbrido flex mira o coração do segmento de SUVs compactos a combustão

Segundo a fabricante chinesa, modelo já é montado em Camaçari em regime SKD

Author image

Eduardo Fonseca da Rocha

10 jun 2026

4 minutos de leitura

BYD Atto 2

A agressividade da BYD no Brasil tem dado bons resultados. A marca chinesa ataca consistentemente os mercados de automóveis elétricos e híbridos nos últimos quatro anos e já conseguiu se estabelecer no quinto lugar no ranking de emplacamentos, com 8,9% no acumulado de 2026. A partir do terceiro trimestre, esse avanço deve se acelerar ainda mais com a chegada do Atto 2.

O modelo vai inaugurar o segmento de SUVs compactos híbridos plug-in no país, com o atrativo adicional de trazer motorização flex. O Atto 2 já começou a ser montado em Camaçari, na Bahia, no regime de SKD, e vai absorver parte do investimento total de R$ 5,5 bilhões na planta – de onde já saem os modelos Mini Dolphin, King e Song Pro.

Vendas do BYD Atto 2 só começam mais para a frente

A chegada ao mercado será no terceiro trimestre deste ano – possivelmente em agosto – e esse anúncio antecipado é uma forma de gerar expectativa nos consumidores do segmento de SUVs compactos, que responde por mais de 40% dos emplacamentos de automóveis no Brasil.

Também uma forma de roubar holofotes da GWM. A marca chinesa rival acaba de lançar o Haval H6 2027 com sistema híbrido flex e versões plug-in (PHEV).

E como não tem rivais diretos, com o Atto 2 a BYD vai mirar nos SUVs compactos superiores com motorização tradicional, a combustão.

Isso fica evidenciado pelos preços anunciados para o Atto 2. Na versão de entrada, GL, o modelo está cotado em R$ 149.900, enquanto a configuração de topo, GS, chega a R$ 169.900. Essa faixa de preço chega a ficar abaixo de versões intermediárias e de topo de modelos como Volkswagen T-Cross, Hyundai Creta e Chevrolet Tracker.

BYD Atto 2

Como é o novo compacto da BYD

As dimensões do Atto 2 se alinham perfeitamente a esses rivais. O SUV compacto chinês tem 4,33 m de comprimento, 1,83 m de largura, 1,67 m de altura com 2,62 m de entre-eixos e 16 cm de altura livre para o solo.

O porta-malas comporta 455 litros – um bom tamanho para o segmento, mas aqui ajudado pela ausência de estepe – há apenas um kit de reparo.

Em relação ao conteúdo, ele também está bem posicionado. O modelo de entrada, GL, chega com iluminação de LED, rodas de liga leve com pneus 215/60 R17, chave presencial, destravamento por NFC, painel digital de 8,8”, central multimídia com tela de 10,1” e conexão sem fio de Apple CarPlay e Android Auto.

Na parte de segurança, a versão conta com seis airbags, sensores dianteiros e traseiros, farol alto automático, câmera 360º, controle de cruzeiro adaptativo, alerta de colisão frontal e frenagem autônoma de emergência.

O BYD Atto 2 GS acrescenta teto solar panorâmico, revestimento em couro sintético, banco do motorista com ajustes elétricos, central multimídia com Google Maps e tela de 12,8”, carregador por indução, alerta de colisão traseira e de tráfego traseiro cruzado com frenagem autônoma, assistente de faixa e alerta de ponto cego.

BYD Atto 2

Conjunto híbrido rende mais de 170 cv

Ambas as versões trazem sob o capô o motor 1.5 aspirado da família Xiaoyun, que tem um dos maiores índices de eficiência térmica, com aproveitamento de 46,06%, gerenciado por um câmbio automático de marcha única.

Ele rende 98 cv e 12,8 kgfm e é associado a um motor elétrico dianteiro e, combinados, geram 177 cv na versão GL e 197 cv na GS – o torque final é sempre de 30,6 kgfm. Na aceleração de zero a 100 km/h, a GL faz em 8,5 s enquanto a GS faz em 8,4 s.

Diferença mais significativa aparece em relação à alimentação da mobilidade elétrica. A versão de entrada traz um pacote de bateria de 7,85 kWh, com autonomia elétrica estimada em 45 km no otimista ciclo chinês NEDC.

Já a bateria da versão GS tem 18,03 kWh de capacidade, com alcance de 110 km (NEDC). No ciclo Inmetro, esses números seriam cerca de 30% menores.

A autonomia combinada é estimada em 1 mil km no GL e 1.045 km no GS, com gasolina no ciclo NEDC. Um dado curioso é que o BYD Atto 2 só aceita recarga em corrente alternada, com potência de 3,3 kW na GL e 6,6 kW na GS. Ou seja: a ideia é o recarregamento doméstico.

A BYD não faz previsões em relação às vendas, mas a estimativa é que o Atto 2 emplaque entre 4 mil e 5 mil unidades mensais já no quarto trimestre deste ano – volume que ultrapassaria o do BYD Dolphin.

Essa expectativa se apoia na grande versatilidade do modelo, que pode funcionar como elétrico em uso urbano e permitir viagens sem a conhecida angústia de parar na estrada por falta de energia.