
Mesmo com as declarações de Uallace Moreira Lima, secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do MDIC, de que a pasta já lidera discussões acerca do fim ou não do imposto zero para veículos elétricos, a BYD crê que tal conversa sobre a tributação não passa de um boato. Pelo menos é o que disse Alexandre Baldy, conselheiro da montadora de origem chinesa.
“Até hoje, eu nunca tive do governo federal qualquer tipo de formalização sobre retomada de impostos, fim de isenção. Nada. Quando nós tivermos um ponto efetivo de que haverá essa discussão aí poderemos comentar sobre isso. Não discuto boatos, apenas fatos”, comentou o chairman, em entrevista concedida durante o lançamento do BYD Dolphin Plus.
Baldy frisou ainda que, como o fim do imposto zero, ou a adoção de um critério de escalonamento do IPI segundo parâmetros energéticos, não passam de rumores, a BYD mantém suas estratégias intocadas para o mercado brasileiro. Além disso, o executivo garantiu que o regime automotivo do Nordeste não tem impacto algum no planejamento da companhia, que mantém seu plano de investimentos e, por conseguinte, suas estratégias, que seguem sem alterações para o próximo ano.
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“Não vamos mexer em absolutamente nada. Em todos os momentos que nós tivemos diálogos com o governo isso nunca nos foi passado. Tanto é que a BYD veio investir no Brasil porque o presidente Lula foi à China em abril e disse ao dono da empresa que o Brasil estaria comprometido com a descarbonização, com a proteção ao meio ambiente, e que uma indústria de tecnologia como a BYD seria mais que bem-vinda para fazer a aquisição daquela planta industrial de Camaçari. E esse foi o motivo que fez com que a BYD decidisse investir no Brasil.”
O conselheiro da montadora de origem chinesa disse ainda que o governo federal, pela voz do presidente da República, “de fazer com que uma indústria de tecnologia que tenha esse compromisso com o meio ambiente tenha todas as perspectivas positivas possíveis”.
