
A ofensiva de veículos elétricos chineses nos principais mercados do ocidente, o que tem gerado uma forte guerra de preços em localidades na Europa e nos Estados Unidos, deu início a uma série de medidas que tem como objetivo frear o movimento das montadoras de origem asiática.
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Na União Europeia, a França lidera o discurso de que eventualmente os modelos elétricos produzidos na China chegam mais baratos no continente por meio de subsídios estatais, algo que estaria sendo questionado pelas autoridades locais.
Mais recentemente, nos Estados Unidos, o país norte-americano decidiu aumentar em quatro vezes a carga tributária que incide sobre as importações de veículos chineses, em uma clara intenção de dificultar a entrada desses modelos no mercado local.
A BYD, a montadora de origem chinesa que mais vende veículos no mundo, adota uma postura aparentemente serena a respeito dessas movimentações no ocidente: seu plano contra essas barreiras todas é o de localizar a produção no ocidente o máximo possível.
“Já anunciamos uma fábrica na Hungria e anunciaremos outra na Europa em breve. Logo seremos também um fabricante europeu de automóveis”, disse Stella Li, CEO da montadora para as Américas, na quarta-feira, 15, em evento realizado na Cidade do México para lançar a picape Shark.
A respeito da sobretaxação promovida pelos Estados Unidos, a executiva afirmou que o momento é de observar o que o estado norte-americano pretende fazer afora o já anunciado por Joe Biden.
“Ainda não temos negócios nos Estados Unidos, por isso vamos esperar para comentar. De qualquer forma, a situação no país é delicada porque o volumes de veículos elétricos está caindo no mercado interno”, afirmou Stella Li na oportunidade.
Muito se especulou sobre uma eventual conexão da fábrica que a empresa terá no México com uma tentativa da montadora penetrar nos Estados Unidos.
Pelo menos, oficialmente, a montadora comenta que sua intenção é a de atender a América Latina. Mas não se pode negar que, sim, a fabricante cerca e exerce influência sobre um dos principais mercados do mundo.
Sobre a acusação de que as montadoras chinesas estão conseguindo praticar preços mais baixos no mercado por causa de subsídios, Stella Li comentou que isso não passa de uma mentira contada pelos competidores ocidentais.
“É comum as empresas tradicionais que não conseguem acompanhar a tecnologia passarem a acusar a China de concorrência desleal. O que as empresas não veem, é que na própria China há uma concorrência interna muito forte entre as companhias locais.A competição trás inovação”, finalizou a executiva.
