
A BYD tem planos ambiciosos para o futuro no Brasil. A montadora pretende figurar entre as cinco marcas que mais vendem carros no país até 2029.
A progressão passa pelo fortalecimento do pós-vendas e da aceitação dos modelos da companhia no país. Em especial dos futuros lançamentos e, ao menos por ora, do Dolphin Mini.
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Tanto é que, segundo interlocutores da fabricante de origem chinesa, a companhia pode vender de 50 mil a 100 mil unidades já em 2024. Isso, evidentemente, a depender do modelo que, hoje, é o campeão de vendas da montadora no Brasil. A BYD espera chegar a um ritmo de emplacamentos de 4 mil unidades/mês do Dolphin Mini.
Expansão da rede para atender demanda crescente
Se a BYD pretende vender pelo menos 50 mil unidades no Brasil ainda este ano (foram quase 9.000 no primeiro bimestre), precisa, claro, ampliar a sua rede. A companhia diz, porém, que está empenhada em cumprir tal missão.
“Hoje temos 57 lojas e chegaremos aos 100 pontos no país ainda no primeiro semestre. Queremos ter, até o fim do ano, 150 concessionárias em operação. Pretendemos ainda ter de 200 a 250 nomeações”, salienta executivo da empresa.
Fábrica de Camaçari inicia produção em regime CKD
Atingir a meta de estar entre as cinco maiores do país também passa pelo complexo de Camaçari (BA). A unidade, segundo a BYD, começa a fazer automóveis ainda este ano em regime CKD.
“Vamos, num primeiro momento, trazer os kits e montar os carros em Camaçari. Simultaneamente seguiremos com o processo de adequação da fábrica para que possamos atingir índice de nacionalização adequado o quanto antes.”
Ao mesmo tempo, a fim de atender aos anseios dos consumidores, a BYD afirma que continuará importando modelos para o Brasil. “É algo natural. As importações servirão para suprir a demanda enquanto estabelecemos a fábrica”, explica representante da montadora de origem chinesa.
