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BYD testará pintura e estamparia na fábrica de Camaçari em agosto

Com áreas na reta final, fábrica se aproxima da produção completa e amplia debate sobre nacionalização no setor

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Bruno de Oliveira

16 jul 2026

2 minutos de leitura

Avançaram as obras que a BYD executa na fábrica que mantém em Camaçari (BA), onde monta o SUV Song Pro, o sedã King e compacto Dolphin Mini. Na quinta-feira, 16, a fabricante atualizou o status da unidade. Estão em fase final de construção as áreas de pintura, estampagem e armação de carrocerias.

A reportagem esteve presente na fábrica na quinta-feira, 16, e foi possível observar os galpões dessas áreas sendo erguidos onde, no ano passado, havia apenas um grande terreno sendo submetido ao processo de terraplanagem. As edificações estão sendo finalizadas e os equipamentos devem chegar em breve, todos deles importados.

Pelo cronograma da companhia, a finalização das obras dessas áreas acontece até o final de julho. Em agosto, começarão os testes de produção, os quais deverão se estender ao longo do segundo semestre. O plano é rodar nessas áreas a produção dos três modelos que já são montados na unidade por meio de kits importados de peças (SKD).

Equipamentos das áreas de estamparia e soldagem será importado pela montadora (foto: Bruno de Oliveira)

Em outra parte da fábrica a montadora testa atividades produtivas na área de motores e de montagem de baterias. Nesse local serão abrigadas as linhas de montagem de componentes que a própria BYD produz, dado o nível de verticalização da sua estrutura produtiva.

Com o avanço dessas novas áreas, a empresa vai contratar mais 1 mil funcionários até o final de agosto, os quais vão integrar um quadro que já é formado por cerca de 5,7 mil trabalhadores.

Com estampage, pintura e armação de carrocerias em território nacional a BYD aumento o seu rol de processos produtivos locais no Brasil, algo que é tema de polêmico debate no setor automotivo desde que iniciou seus trabalhos por aqui, em outubro do ano passado, já montando de lá para cá 100 mil unidades.

A fabricante, por exemplo, é vista como um agente industrial que pouco ou nada colabora com o adensamento da cadeia produtiva nacional, algo considerado pelas montadoras veteranas no mercado brasileiro como nocivo à industrialização do país. Com o aumento da lista de processos locais, a tendência é a de que a discussão mude um pouco de perspectiva.