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Cadeia de fornecedores ganha grupo de trabalho no Brasil Maior

Redação AB
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25 abr 2012

3 minutos de leitura

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O Conselho Automotivo, um dos 19 grupos setoriais de competitividade criados dentro do Plano Brasil Maior (leia aqui), realizou sua primeira reunião na terça-feira, 24, no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, (MDIC). O grupo (foto) definiu como primeira ação a criação de um Grupo de Trabalho (GT) dedicado à cadeia de fornecedores do setor com o objetivo de viabilizar o cumprimento, pelas montadoras, do conteúdo regional exigido pelo novo regime automotivo.

O GT será composto por representantes do MIDC, Anfavea, Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Sindicato dos Metalúrgicos do ABC de São Paulo, Confederação Nacional da Indústria (CNI), além da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

A agenda de trabalho será definida nas próximas semanas, mas a secretária de Desenvolvimento da Produção do MDIC, Heloisa Menezes, adiantou que qualificação profissional e certificação de produtos estão entre os temas, informa o site do ministério. Durante a reunião, a secretária destacou a importância econômica do segmento e a necessidade do grupo em definir ações efetivas de incentivo à cadeia automotiva.

EM DEBATE

Na primeira reunião, os conselheiros identificaram os pontos fortes, as oportunidades e ameaças para o setor. Como destaques, estão o tamanho do mercado nacional, que é o quarto maior do mundo e a relevância da indústria automotiva para a economia brasileira. O faturamento do setor foi responsável por 5% do PIB e 23% do PIB Industrial, segundo dados de 2010, apresentados durante a reunião. Os pagamentos de tributos, como IPI, ICMS, Pis e Cofins chegaram a US$ 25,4 bilhões no mesmo ano.

Outro ponto forte apresentado pelo grupo foi a produção local diversificada – veículos leves, comerciais, máquinas agrícolas e autopeças – segmentos que geram 1,4 milhão de empregos diretos e indiretos. O volume de 3,4 milhões de unidades fabricadas em 2011 faz do País o sétimo maior produtor mundial de veículos.

Entre os desafios a serem superados pelo segmento estão a valorização do real em relação ao dólar, aumento nas importações de veículos e autopeças, inclusive de componentes eletrônicos, potencializada pela crise financeira nos principais mercados. Os conselheiros também consideraram como riscos ao setor a escassez de engenheiros, tecnólogos e técnicos formados no País, o custo Brasil, a burocracia e a legislação tributária.

METAS

Com a função de ser o espaço para a discussão de políticas e medidas setoriais de incentivo à indústria, o grupo tem como diretrizes a serem alcançadas até 2014 o fortalecimento da cadeia de autopeças, estímulo para aumentar as exportações de veículos e autopeças, incrementar a inovação e agregar valor em tecnologia, segurança e eficiência energética dos veículos produzidos no País, elevar a capacidade produtiva e investir na formação e qualificação da mão de obra.

Formado por integrantes do governo, empresários e representantes de centrais sindicais, o Conselho de Competitividade Automotiva tem como coordenador Paulo Sérgio Coelho Bedran, do MDIC, e Haroldo Fialho Prates, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES).