
Os números foram divulgados pela Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), que atribui a queda a férias coletivas, cortes de produção e suspensões temporárias de contratos de trabalho ocorridos na indústria automobilística.
Como contrapartida, as vendas para o mercado de reposição atingiram 14,13 milhões de unidades, alta de 11,8% sobre o período janeiro-abril de 2013. Assim, a produção das associadas à Anip atingiu 23,86 milhões de pneus, alta de 7% sobre os 22,3 milhões fabricados no País no primeiro quadrimestre do ano passado.
OUTROS NEGÓCIOS COM MONTADORAS (1º QUADRIMESTRE DE 2014 ANTE 1º DE 2013):
Pneus de carga: –4,1% (de 787 mil para 755 mil);
Pneus para camionetas: 1,6% (de 966,9 mil para 982,8 mil);
Pneus para duas rodas: 1% (de 1,10 milhão para 1,11 milhão);
Pneus para máquinas agrícolas: -14,3% (de 179,2 mil para 153,5 mil);
Pneus industriais: -32,3% (de 9,3 mil para 6,3 mil).
DÉFICIT NA BALANÇA COMERCIAL
Embora as exportações nos quatro primeiros meses tenham aumentado em 7,4% no quadrimestre em relação aos mesmos meses de 2013, a balança comercial do setor de pneus de janeiro a abril acumulou déficit de US$ 82,2 milhões, com as importações superando as exportações em 7,5 milhões de unidades.
Cerca de um quarto das importações se deu pelas próprias associadas. “Esse número teve forte crescimento pela presença da nova associada Sumitomo em 2014, cujas importações até o ano passado eram contadas como de empresas não produtoras, mas, com sua fábrica no País, a empresa também colaborou para o aumento de exportações”, destaca Mayer.
“Em 2013, a balança comercial do setor fechou em US$ 355,5 milhões negativos, piorando em 405% em relação a 2012. Além do custo Brasil, a indústria perde competitividade em razão do dumping de algumas empresas que exportam para o Brasil com preços abaixo do seu preço de custo, uma prática condenada pela OMC”, explica o presidente da Anip, Alberto Mayer.
Pneus de carga vindos da China alavancaram 47,6% do total trazido do exterior no primeiro quadrimestre deste ano. A importação de pneus novos teve queda mínima de 1,5% nos primeiros quatro meses de 2014 na comparação com o mesmo período de 2013, passando de 9,73 milhões para 9,59 milhões de pneus. “O que preocupa a Anip e suas associadas é a baixa qualidade e o não recolhimento de inservíveis de parte do que é trazido do exterior”, diz Mayer.