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Cai liberação de recursos para o financiamento de veículos

As liberações de recursos para financiamento de veículos caíram 7,2% de janeiro para fevereiro, segundo relatório divulgado na quinta-feira, 3, pela Anef, associação que representa as empresas financeiras das montadoras de automóveis, ônibus, caminhões e motocicletas.
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Redação AB

03 abr 2014

2 minutos de leitura

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Os dados mostram que estas instituições concederam R$ 8,9 bilhões em fevereiro, o que representa a terceira queda mensal consecutiva. Em dezembro, foram liberados R$ 11,4 bilhões, e em janeiro, R$ 9,6 bilhões. Dos recursos concedidos em fevereiro, R$ 7,2 bilhões foram direcionados a financiamentos para pessoa física e R$ 1,7 bilhão, para pessoa jurídica.

Na comparação com fevereiro de 2013, quando foram concedidos R$ 7,4 bilhões, contudo, houve alta de 20,1%. Mas Décio Carbonari, presidente da Anef, lembra que fevereiro de 2014 teve mais dias úteis: foram 20 este ano contra 17 em 2013 por causa do feriado do carnaval.

“Mesmo com as seguidas quedas da inadimplência, fato que anima e dá maior fôlego às instituições financeiras, temos que analisar de forma realista o setor de crédito automotivo. Este tem sido o início de ano mais travado, pelo menos nos últimos dez anos. Mesmo assim, as associadas da Anef acreditam que durante 2014 o saldo deve ficar estagnado, sem variação positiva, nem abaixo de 2013“, avalia Carbonari.

Em fevereiro, a inadimplência, que registra o não pagamento com mais de 90 dias, apresentou queda de 0,1 ponto percentual, chegando a 5,1% (CDC para pessoa física). Os atrasos inferiores a 90 dias também apontaram baixa: de 7,8%, em janeiro, para 7,5% em fevereiro.

Após sete quedas consecutivas, o saldo das carteiras de CDC e Leasing para financiamento de veículos chegou a R$ 225,5 bilhões em fevereiro, atingindo valor 5,4% menor que o segundo mês do ano passado, quando contabilizava R$ 238,4 bilhões.

Ainda segundo a Anef, as taxas de juros apresentaram novas altas em fevereiro. A ponderação média das taxas utilizadas pelo mercado, para pessoa física, subiu de 1,72% a.m. e 22,7% a.a para 1,78% a.m e 23,6% a.a, respectivamente. As taxas praticadas pelas associadas da Anef passaram de 1,32% a.m. e 17,04% a.a. para 1,35% a.m e 17,46% a.a. A taxa Selic, que iniciou o exercício em 0,84% a.m. e 10,50% a.a., subiu para 0,85% a.m. e 10,75% a.a.

Nos contratos firmados em fevereiro, os planos máximos oferecidos pelos bancos foram de 60 meses, mas a média manteve-se em 42. Em igual período de 2013, alcançou os 43 meses.

Confira o relatório completo da Anef aqui.