
Antes de fechar negócio é preciso observar as taxas de juros e se informar sobre o Custo Efetivo Total (CET), que mostra as taxas embutidas no financiamento. Questionar o CET é direito garantido por lei, nem sempre fácil de ser atendido. Nas simulações com a Suzuki Inazuma, se o consumidor fosse à concessionária Suzuki de Botafogo, no Rio de Janeiro, o CET seria de 47,74% ao ano; no Bradesco, 94,02%; e no HSBC, 27,98%. Na prática, o consumidor pagaria prestações de R$ 483 no primeiro local, R$ 663,21 no segundo e R$ 400,37 no terceiro. Aquele que escolhesse a segunda opção pagaria R$ 9,46 mil a mais.
A Proteste informa ainda que, muitas vezes, a publicidade mostra taxa menor que a da concorrência e até juro zero, mas ao preço final são embutidas outras cobranças, como imposto sobre operações financeiras (IOF), tarifa de abertura de cadastro e serviço de despachante, entre outras. É preciso questionar quais tributos estão inclusos e tentar pagá-los à vista.
Veja abaixo as simulações de financiamento:
A associação orienta o consumidor a levantar o preço da moto à vista e negociar um desconto. Com o orçamento na mão, ele vai à instituição financeira e solicita o crédito. O dinheiro será depositado em sua conta e ele pagará ao banco as prestações. Claro, é possível financiar direto na concessionária por intermédio das instituições parceiras. A Proteste adverte ainda que os resultados variam com a época e promoções e por isso a recomendação é sempre pesquisar o Custo Efetivo Total (CET) em diferentes bancos e revendas antes de fechar a compra.
Além das taxas, o motociclista deve ter em mente que está assumindo um compromisso de longo prazo e em seu orçamento têm de caber as parcelas e outros custos como combustível, impostos, manutenção e seguro quando houver.