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Califórnia pode aumentar demanda por etanol do Brasil

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cria

14 jun 2011

4 minutos de leitura

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Redação AB e Agência Estado

A proposta do Estado americano da Califórnia de reduzir as emissões de carbono na queima de combustíveis durante a próxima década pode aumentar a demanda por etanol do Brasil, feito de cana-de-açúcar, que consome menos energia para ser produzido em relação ao álcool de milho destilado nos Estados Unidos. A Califórnia tem plano de reduzir as emissões de CO2 do transporte em pelo menos 10% até 2020, de modo que companhias distribuidoras de combustíveis serão forçadas a misturar mais biocombustível à gasolina.

O etanol de cana-de-açúcar já foi classificado pela Califórnia como mais eficiente e menos danoso ao meio ambiente, com reabsorção pela própria plantação de cana de cerca de 90% do CO2 emitido em sua queima. Já o etanol de milho consome muita energia para ser produzido, as plantações ser maiores para render o mesmo volume de álcool da cana, com comprometimento da oferta de alimentos.

A maior parte do etanol produzido nos Estados Unidos é de milho e não poderia ser vendido na Califórnia depois de 2012. O país já desenvolve pesquisas com etanol celulósico feito de algas, resíduos de madeira e outros materiais não alimentares, mas a tecnologia ainda não permite produção em larga escala. Assim o caminho fica aberto ao etanol brasileiro.

A Califórnia já é o Estado que mais consome etanol no país, com 1,3 bilhão de galões anuais (4,9 bilhões de litros). Segundo o vice-presidente da corretora Newedge, Mike McDougall, trata-se de uma oportunidade enorme para os produtores. “Isso é aguardado com grande expectativa pelas usinas no Brasil”, declarou.

A importação de grandes quantidades de etanol poderia marcar uma ruptura importante em relação ao atual esforço multibilionário dos Estados Unidos para formar uma indústria de etanol de milho, em busca da independência energética. A entrada de etanol brasileiro no país mudaria o comércio atual. O Brasil importou 45 milhões de galões de etanol em abril, sendo 80% de destilarias americanas, para ajudar a atender à firme demanda interna no período da entressafra.

Padrão “ridículo”

Se for necessário para os Estados Unidos usar etanol brasileiro, poderia ser o começo de um padrão comercial “ridículo” de combustíveis limpos, de acordo com Geoff Cooper, vice-presidente de pesquisa e análise do grupo que representa o setor de etanol americano, a Associação de Combustíveis Renováveis (RFA, na sigla em inglês). “Num cenário plausível, poderíamos ver uma situação em que os Estados Unidos exportam seu etanol para servir o mercado do Brasil, enquanto o Brasil exporta seu etanol para a Califórnia, por causa da observância às limitações de emissões de carbono”, comentou Cooper.

Mas antes de exportar álcool brasileiro aos Estados Unidos, os produtores brasileiros terão de esperar pela queda da tarifa de US$ 0,54 por galão que os americanos cobram atualmente sobre o etanol importado. Outra dificuldade é ter produção suficiente para vender ao exterior, já que atualmente as usinas no Brasil não dão conta nem da demanda doméstica, que tende a aumentar nos próximos anos.

Com informações são da Dow Jones