A estimativa foi feita com base no saldo da carteira de crédito concedido para compra de veículos e apresentado no Relatório de Crédito do BC, que somou R$ 177 bilhões em março deste ano, e na fatia de financiamentos com prestações atrasadas acima de 90 dias, que atingiu 5,67% no período. Normalmente, essa cifra é lançada como provisões nos balanços dos bancos e parte dela é recuperada por meio de renegociações de dívidas, mas com descontos.
De acordo com a reportagem, foi para reverter o aumento do calote de veículos e ajudar a reduzir os estoques de carros zero-quilômetro que o governo baixou medidas para impulsionar o setor, como a redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) dos carros, o corte no preço de fábrica dos veículos novos e a diminuição do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) em geral, que atinge também o crediário de automóveis novos e usados.
Para Freitas, as medidas terão maior impacto no segmento de veículos porque o consumidor está muito endividado. Ele acredita que as elas ajudarão a regularizar os estoques elevados de carros: “O consumidor que planejava comprar um imóvel pode mudar de ideia e comprar um carro, diante dos descontos atraentes.”