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Camaçari não investe e Ford diz que acertou

A Ford derrapou no Brasil em 2008 quando o mercado ficou aquecido e sua capacidade de produção chegou ao limite na unidade de Camaçari, na Bahia. Agora, com a crise, a empresa tira proveito do fato de não ter feito contratações ou investimentos adicionais para elevar a capacidade.
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cria

14 jan 2009

1 minutos de leitura

O vice-presidente mundial, Mark Fields, disse à jornalista Marli Olmos, do Valor, que a decisão foi acertada: “Como sabemos que as economias na América do Sul oscilam com freqüência optamos por não aumentar a produção”, afirmou durante evento do salão do automóvel, em Detroit.

A Ford tem 10,2 mil empregados no Brasil, em três fábricas. Em São Bernardo do Campo, SP, a empresa mantém ainda apenas um turno e desistiu de implantar um segundo na área de caminhões. Em Taubaté, SP, a fábrica de motores trabalha a todo vapor, mas não recebeu investimentos em expansão. Já a unidade de Camaçari recebeu críticas por não apostar no crescimento e sobraram dúvidas sobre as razões.

Apesar de a Ford ter encontrado soluções para o transporte de componentes até a fábrica baiana, não ficaram claros os outros gargalos que congelaram a capacidade da fábrica. Eles podem ter origem, por exemplo, na fórmula adotada em relação aos sistemistas. Se o mercado tivesse continuado aquecido, certamente Mark Fields estaria lamentando a decisão de não investir. Resta saber se a decisão vale para o futuro, diante das incertezas da matriz sobre as oscilações na economia. Ou será que pura e simplesmente a Ford Motor resolveu canalizar recursos no momento para resolver seus problemas de caixa nos Estados Unidos?