
A Abimaq define o cenário atual como ‘preocupante’ e ressalta que a indústria brasileira de máquinas agrícolas perde competitividade devido à valorização excessiva do real frente ao dólar e ao alto preço do aço no mercado interno, principal insumo para a cadeia produtiva. “Com o esperado crescimento da demanda para este ano a tendência que já se observa é o aumento de preços pelas indústrias de aço para recuperar margens” – diz o comunicado da entidade.
“O aço aqui é muito mais caro que na Europa, China e Estados Unidos. E isto não é devido somente à alta carga de impostos no país”, afirma o presidente da CSMIA, Celso Casale.
Ele assegura que em outros mercados é possível encontrar chapas de aço com qualidade semelhante ao produto brasileiro até 50% mais barato, chegando aqui com valor pelo menos 20% inferior ao produzido no Brasil — mesmo incluindo os custos com transporte, impostos e demais despesas com importação.
A câmara optou por criar um pool de empresas associadas para importar em conjunto o aço. A decisão foi tomada após discussões entre os empresários e tentativas de conseguir descontos para a compra do insumo dentro do país.