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Câmbio põe em risco estratégia exportadora
“O Brasil está perdendo a vocação exportadora” – disse Edgar Garbade, presidente da filial brasileira da fabricante de autopeças Robert Bosch à jornalista Raquel Landim, do jornal Valor de hoje, 5. A participação das exportações no faturamento da empresa deve atingir 34% este ano, abaixo do recorde de 48% em 2005 e em linha com os 30% de 2002, antes da multinacional transformar o país em plataforma de exportação. Com a valorização do real, Garbade conta que perdeu contratos importantes, principalmente nos Estados Unidos. As exportações da empresa hoje são sustentadas pela Argentina, que não possui outra opção competitiva de fornecimento de autopeças. As vendas da Bosch também vão bem no mercado interno, que está aquecido. “Éramos um grande exportador. Poucas empresas do setor tinham uma fatia tão alta na exportação”, diz Garbade. A filial brasileira da Bosch está restringindo os investimentos às linhas voltadas para o mercado local. A valorização da moeda brasileira, que chega a 109,4% desde 2003 até 30 de abril, significa um baque para a rentabilidade de exportadoras como a Bosch.
cria
05 mai 2008
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