
O órgão informa que esta nova redução do imposto de importação incentivará investimentos globais de pouco mais de US$ 2 bilhões, com a compra de US$ 186 milhões em compras de equipamentos. Deste total, o setor automotivo será responsável pelo segundo maior valor, equivalente a 31,35%, atrás apenas de construção civil, com 46,38%, além de autopeças, que aparecem com 1,68% dos investimentos.
A Camex informa que o investimento da indústria automotiva contemplará o aumento da capacidade produtiva de motores em Minas Gerais e o fornecimento de equipamentos de linha de produção para a fabricação de peças de estamparia para carrocerias de veículos em uma unidade do Paraná, sem citar as montadoras.
Outros setores beneficiados são energia (5,40%), siderúrgico (1,43%), outros bens de capital (2,40%), madeira e móveis (1,11%) e outros (3,26%), além de bens de informática e telecomunicações sem produção no Brasil. Estes investimentos serão aplicados em uma nova unidade industrial para a produção de amônia e de CO2, em Minas Gerais, na construção de uma fábrica de processamento de milho para a produção de etanol, em Goiás; na implantação de unidade para a produção de pallets, a partir da madeira de acácia negra, no Rio Grande do Sul e no aumento da produção de módulos fotovoltaicos para suprir o mercado interno e exportações, em São Paulo.
Segundo a Camex, a maior parte dos equipamentos importados virão da Alemanha (30,63%), seguida por Estados Unidos (26,32%), Itália (12,92%), Japão (9,45%), Áustria (4,53%), Holanda (3,22%), Taiwan (2,85%), Coreia do Sul (2,84%) e Espanha (1,65%).