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Agrishow

Caminhão autônomo Scania estará à venda em novembro

A Scania começa a vender a partir de novembro seu caminhão autônomo P 280. O veículo está em exibição na Agrishow, feira agrícola que ocorre em Ribeirão Preto (SP). Trata-se de um modelo autônomo de Nível 2, o que significa que é capaz de seguir sozinho por uma linha ou faixa determinada. 
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26 abr 2022

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O caminhão pode ser utilizado em operações de transbordo e é guiado por georreferenciamento. “Ele está em testes em propriedades do Estado de São Paulo e as vendas terão início a partir da Fenatran”, afirma o gerente de pré-vendas da Scania do Brasil, Paulo Genezini, referindo-se à feira de transportes que ocorre de 7 a 9 de novembro deste ano.

Preparado para o fora de estrada

O executivo diz que o P 280 teve a cabine preparada para operações off-road.  A gama do autônomo para transbordo tem opções 6×4 e 8×4 movidas a diesel, e também uma versão 6×4 a gás e/ou biometano. 

“Quando comparamos nosso autônomo aos tratores, percebemos que o consumo de combustível se mostrou menor”, diz Genezini. Outra vantagem seria a estabilidade em terrenos em declive e a boa vedação contra poeira.

Genezini diz que a caixa de carga dispõe de capacidade nominal aproximada de 21,5 toneladas (equivalente a meia caixa do rodotrem), o que ajuda a perda de cana pelo chão.

As alternativas de bitolas são de 2,40 e 3 metros, esta em desenvolvimento e que necessita de consulta e análise da operação do cliente, para colheita de duas linhas de cana. O eixo traseiro tem capacidade máxima de tração (CMT) para 150 toneladas e o peso bruto total (PBT) chega a 50 toneladas. 

O autônomo Scania P 280 8×4 recebe caixa de câmbio automatizada Optcruise de 14 velocidades, sendo duas bastante curtas, o que ajuda a acompanhar o ritmo da colhedora de cana. Genezini informa também que o veículo poderá “dialogar” não só com a máquina agrícola, mas também com outros caminhões que trabalhem no transporte da cana.

Menos 7 mil caminhões Scania por falta de semicondutores

A falta de semicondutores impedirá a produção de pelo menos 7 mil caminhões Scania em 2022. “Este ano devemos entregar 13 mil veículos, mas a demanda era maior, ao menos 20 mil unidades”, garante o gerente de veículos off-road no Brasil, Fabrício Vieira. O volume menor que a demanda obrigou a montadora a estabelecer cotas como forma de distribuir de maneira mais justa a produção pelo País. 

Segundo Vieira, os chips utilizados na produção dos Scania são feitos nos Estados Unidos, Japão e Malásia. “Nosso caminhões utilizam diferentes módulos eletrônicos, um deles para o controle de emissões, e é impossível entregar um veículo sem esse componente. Não é como a falta de um assento”, recorda o executivo.