
A tecnologia que equipa o caminhão faz com que o sistema armazene em acumuladores hidráulicos a energia coletada durante a frenagem, usando-a posteriormente na partida, o que também ajuda a reduzir as emissões. No período de testes, a Comlurb deixou de emitir quase 2 toneladas de CO2 em cada mês: em um ano, essa redução poderia chegar a 23,5 toneladas do gás, um dos causadores do efeito estufa.
Segundo a MAN, a tecnologia é apropriada para operações como a da Comlurb, em que o veículo está submetido a um ciclo intensivo anda e para. O diferencial de seu híbrido, de acordo com a montadora, com relação aos demais modelos existentes no mercado está no dispositivo de armazenagem de energia: enquanto outros sistemas utilizam baterias ou ultracapacitores, a MAN optou pelos acumuladores hidráulicos pela maior adequação à realidade brasileira.
Com este resultado, a Comlurb manifestou o interesse de adquirir mais caminhões dotados da tecnologia, informa a MAN.
“A Prefeitura do Rio, por meio da Comlurb, pretende melhorar os serviços com um caminhão ecologicamente correto e mais potente. E dessa forma, gerar uma redução de custos em sua frota e minimizar o impacto ambiental na cidade”, disse Vinicius Roriz, presidente da Comlurb.
“Com esse trabalho conjunto entre a MAN Latin America e a Comlurb, a cidade do Rio de Janeiro foi uma das primeiras do mundo a dispor de tal tecnologia para sua limpeza pública. A tecnologia híbrida hidráulica tem se mostrado como uma oportunidade interessante para a realidade de países emergentes, como o Brasil. Vamos somar esforços para fazer frente ao programa criado pela prefeitura do Rio para reduzir as emissões de gases de efeito estufa na cidade”, afirmou Roberto Cortes, presidente da MAN Latin America.
A Comlurb mantém uma frota atual de 700 caminhões. A MAN calcula que considerando este volume, uma frota deste porte com caminhões dotados de sua tecnologia renderia uma redução anual de quase 16,4 toneladas de CO2 na atmosfera da cidade.