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Caminhões: demanda em alta, margens pressionadas

Paulo Braga, AB
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Redação AB

16 ago 2010

2 minutos de leitura

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São momentos bem diferentes: em 2009 os fabricantes de caminhões amargaram queda de 10% nas vendas sobre 2008; agora o mercado está bastante aquecido e as projeções indicam a comercialização de 150 mil unidades, 36% acima do ano passado. Será o melhor ano de vendas em toda a história no Brasil.

Se a demanda é fabulosa, os preços dos veículos praticados no varejo e o impacto dos aumentos do aço nas planilhas de custos das montadoras indicam outra realidade.

Em junho as montadoras, à exceção da Ford, estão com os preços no varejo entre 2% e 4% abaixo dos praticados em janeiro de 2008. “Isto prova que as montadoras repassaram para os preços os benefícios da redução do IPI dados pelo governo no início de 2009, mas mostra também que não há espaço no mercado para aumentos dos produtos”, alerta o consultor Carlos Reis, da Carcon Automotive.

O quadro mostra a evolução de preços no varejo.

Segundo o consultor, na ponta dos custos o aço continua sendo o grande vilão para o setor. Em 2008, ano de euforia para os mercados, o aço subiu de preço quase quatro vezes, com aumentos no ano que atingiram 50% com relação a 2007. “Em 2009, durante a crise, muito se discutiu sobre descontos nos preços do aço oferecidos à indústria. Mas eles deixaram de existir no final daquele ano”, analisa Reis.

No auge da crise de 2009 o preço da bobina a quente praticado no mercado interno estava ao redor de US$ 870 a tonelada, contra US$ 600/t no exterior — mas a cotação do dólar a 2,50 por real impediu o aumento das importações.

Em abril de 2010 houve aumentos do aço entre 12% e 15%. Com reajustes próximos a 100% nos preços do minério de ferro, que irão pressionar as margens na indústria siderúrgica, as montadoras mostram grande preocupação com relação aos principais fornecedores do setor automotivo.