
O mercado de caminhões encerrará o ano com cerca de 124,5 mil unidades e uma pequena queda de 2,2% na comparação com 2021, quando as vendas somaram 127,3 mil unidades. Para igualar esse total seria preciso emplacar quase 15 mil veículos em dezembro, mas o número mais provável é de 12 mil, aproximadamente.
No acumulado dos 11 meses de 2022 foram licenciadas 112,5 mil unidades, o que indica queda de 2,4% na comparação com igual período do ano passado. A análise isolada de novembro revela 9,9 mil caminhões zero-quilômetro vendidos e pequeno recuo de 6,1% na comparação com outubro.
Fechamentos de estradas acentuam queda na venda de caminhões
Os dois últimos meses tiveram 20 dias úteis, mas em novembro houve dois feriados no meio da semana, um deles formando uma ponte de quatro dias. Também se acredita que a primeira semana de novembro teve os emplacamentos parcialmente comprometidos pelos atos pós-eleição, com o fechamento de estradas.
Os números do segmento foram divulgados na sexta-feira, 2, pela Fenabrave, entidade que reúne as associações de concessionários. O resultado de novembro e a pequena queda acumulada não abatem o otimismo dos revendedores.
“Além do bom resultado deste ano, as perspectivas para os próximos meses são boas. Com a mudança de tecnologia de controle de emissões e o próprio ciclo de renovação da frota comercial, devemos ter manutenção da demanda”, afirma o presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior.
Caminhões grandes detêm 78% das vendas
Os dois segmentos com maior volume de vendas são os pesados (com Capacidade Máxima de Tração, CMT, acima de 45 toneladas) e semipesados (com CMT até 45 t). Juntos, eles registraram 88 mil veículos até novembro, o equivalente a 78% do mercado local.
O caminhão mais vendido até novembro foi o Volvo FH 540, com 7,5 mil unidades. No ranking das marcas, a Volkswagen permanece à frente, com 31,7 mil unidades e 28,2% das vendas totais, seguida por Mercedes-Benz (30,7 mil caminhões e 27,3% de participação) e Volvo (21,7 mil, com fatia de 19,3%).
Ônibus sobem 18,4% no acumulado
Nestes 11 meses, as vendas de ônibus somaram 19,2 mil unidades, alta de 18,4% sobre o mesmo período do ano passado. O segmento se recupera após dois anos seguidos de queda, com vendas anuais abaixo das 18,5 mil unidades.
O resultado de novembro também foi positivo, com 2,1 mil ônibus e alta de 15,7% na comparação com outubro. Andreta Júnior comemora a recuperação dos emplacamentos de ônibus e recorda mais uma vez que este foi o segmento mais afetado durante o período crítico da pandemia de Covid-19 em razão da necessidade de afastamento social, que provocou o cancelamento de renovações de frotas urbanas, rodoviárias e de investimentos no turismo.
O ranking por marcas aponta a manutenção da Mercedes-Benz na liderança, com 9,9 mil ônibus licenciados até novembro e 51,6% do mercado total. Em seguida vem a Volkswagen, com 4,2 mil veículos e 21,9% de participação. A Marcopolo teve 3,1 mil ônibus emplacados no período e ocupa 16% do mercado.