
As usinas siderúrgicas ainda não anunciaram oficialmente as altas, mas o mercado já aguarda valores mais elevados para este ano. O processo de reajuste ao setor automotivo já começou no segundo semestre do ano passado, o que na época provocou uma manifestação da indústria de autopeças, representada pelo Sindipeças.
Mesmo com a preocupação com a alta que pode ocorrer, as projeções da Ford Caminhões são positivas para o ano, com números superiores aos obtidos em 2008. “O mercado está maduro, com um bom nível de atividade da economia”, afirmou Jardim.
O executivo explicou que o investimento anunciado pela companhia durante a Fenatran no ano passado, de R$ 370 milhões para o período de 2010 a 2013, não será necessariamente aplicado em aumento de capacidade, que hoje gira em torno de 150 caminhões/dia. De acordo como diretor da Ford Caminhões, a forte queda das exportações adequou a capacidade atual para atender a demanda, mesmo diante do crescimento do mercado interno brasileiro.
Em um primeiro semestre aquecido devido aos incentivos do governo e com a retomada da economia brasileira levando para cima os números do transporte de carga, a projeção é de boas vendas para o ano, mesmo com a estimativa de retração para o segundo semestre. “Será natural uma queda no segundo semestre pela antecipação da compra por causa do Finame e redução do IPI”, afirmou o diretor da Ford Caminhões.