O executivo reconhece que a demora de 10 anos apenas para definir as metas é um tanto exagerada. “Há um consenso de trabalhar com um software europeu para aferir a eficiência dos pesados, já que a maior parte das fabricantes é desta região. A questão é que uma série de empresas, como a Cummins, sugeriu a implementação mais rápida de um sistema simplificado, dos Estados Unidos, para que a gente comece antes e depois refine, mas há certa polemica em torno disso”, conta, sem entrar em detalhes.
Não é a primeira vez que fabricantes de veículos viram obstáculo para a elaboração de metas de eficiência energética no Brasil. Em 2012, quando o Inovar-Auto estava em gestação no governo, pessoas envolvidas no desenho do programa confirmaram que as montadoras tentavam barrar o avanço da exigência de redução do consumo e das emissões dos carros. Hoje a eficiência energética é vista como uma das grandes vitórias do Inovar-Auto, que termina no fim de 2017. Dados indicam que, por causa da legislação, o consumo de combustível dos carros vendidos no Brasil diminuiu 15% nos últimos cinco anos (leia aqui).
