
Destas, 90 vendem modelos importados da Coreia do Sul ou nacionalizados em Anápolis, Goiás, caso de Tucson, ix35 e do utilitário HR, montados em uma fábrica erguida pela própria Caoa. As outras 30 concessionárias são somente para a linha HB20, o que significa que o Grupo Caoa detém 38,5% das revendas dedicadas aos carros montados em Piracicaba, neste caso por conta da gigante sul-coreana.
O grupo também é afetado pela retração (de cerca de 35%) na venda de importados. “Tivemos de reajustar preços, mas compensamos parte dessa queda aumentando as vendas dos modelos produzidos em Anápolis”, afirma o diretor de marketing, rede e pós-venda, Anselmo Borgheti.
No primeiro semestre deste ano o ix35 teve 7.026 unidades vendidas, alta de 25,5% sobre o mesmo período do ano passado. Os emplacamentos do veterano Tucson cresceram menos, 6,9%, mas as 8.692 unidades lacradas foram suficientes para que o utilitário esportivo garantisse a terceira posição no segmento, atrás apenas de Ford EcoSport e Renault Duster.
Outro modelo goiano que está bem na fita é o utilitário HR, caminhãozinho a diesel cujos emplacamentos de janeiro a junho somaram 3.862 unidades, alta de 18,7%. Como comparação, o concorrente Kia Bongo teve 2.099 unidades vendidas, registrando crescimento de 5,7% sobre a mesma base de comparação.
“Devemos vender até o fim do ano cerca de 50 mil unidades dos modelos feitos em Anápolis. Dos importados, serão aproximadamente 30 mil”, afirma Borgheti, que preferiu não arriscar uma previsão para a linha HB20 dentro do grupo. “Temos vendido entre 2,5 mil e 3 mil unidades por mês”, diz.