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CAOA revela planos para avançar na produção local

As estatísticas oficiais indicam que a Hyundai CAOA tem avançado a passos rápidos no mercado brasileiro, especialmente com a importação de uma linha de veículos que agrada o consumidor brasileiro e provou ser boa de venda.
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14 jul 2009

3 minutos de leitura

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Ao lado do HR nacional, classificado pela Anfavea como comercial leve, o menu de produtos importados da marca traz os utilitários esportivos Tucson, Santa Fé e Vera Cruz e os sedans Azera e i30.

A empresa passou a fornecer regularmente dados de produção e vendas à Anfavea e vem sendo acompanhada pela Fenabrave, que contabiliza os emplacamentos.

A Hyundai CAOA produziu na fábrica de Anápolis, em Goiás, 2.983 unidades do comercial leve HR em 2007 e 11.268 unidades em 2008. Os números são da Anfavea.

No semestre passado a Hyundai obteve exatos 8% de participação no segmento de comerciais leves, deixando para trás na categoria a Mitsubishi (7,34%), Toyota (6,91%), Honda (2,96%), Kia (2,42%) e Nissan (1,43%).

Estatísticas da Fenabrave sobre os modelos mais emplacados de janeiro a julho indicam que o Hyundai HR vendeu 4.352 unidades, com 15,17% de participação entre os furgões. Entre os utilitários esportivos o Tucson emplacou 10.761 unidades, o Santa Fé 3.449, o Veracruz 866.

O Azera lidera as vendas entre os sedans grandes, com 4.390 unidades comercializadas no ano até final de junho. Já o sedan i30, recém-lançado, aparece na 41ª posição no ranking de vendas da Fenabrave em junho, com 775 unidades.

Planos

Carlos Alberto Andrade, presidente, revela que já investiu R$ 800 milhões na operação da Hyundai, incluindo a fábrica em Anápolis. Ele pretende aplicar outros R$ 400 milhões até final de 2010.

A CAOA quer avançar na produção local: anunciou a renovação do contrato de representação com a marca coreana e a produção do Tucson em Anápolis, a partir do segundo semestre, com investimento de R$ 300 milhões, à razão de duas mil unidades por mês de início. Há planos de montar um sedã e outro utilitário.

A jornalista Cleide Silva, do Estadão, visitou a fábrica – vista por poucos jornalistas em sua intimidade. Ela escreveu que a unidade goiana recebeu uma linha de montagem mais automatizada, com robôs importados da Alemanha e moderna cabine de pintura.

Segundo a jornalista, a fábrica produz atualmente 400 unidades do HR por mês. A crise que derrubou a venda de veículos de carga no país fez a produção cair um terço. Com a produção tão baixa, a fábrica de 180 mil m², que abriga amplos galpões subdivididos em armazém de peças, linha de solda, pintura e acabamento final, parece pouco movimentada, com 600 funcionários espalhados pelo complexo.

Para a produção do Tucson a empresa já iniciou a seleção de mais 300 operários e tem planos de triplicar o quadro atual.

Subaru

Embora pouco conhecida ainda no país, a Subaru é uma marca japonesa de alto nível. Foi introduzida no Brasil no início dos anos 90, na mesma operação que representava a Lada. O Forestes é o único veículo da linha que aparece no ranking dos cinquenta comerciais leves mais vendidos em junho, com 124 emplacamentos que valeram a 35ª posição.

Nos Estados Unidos, foi a marca que menos perdeu vendas durante o tsunami que abateu a economia.