
Nos primeiros sete meses do ano as vendas internacionais somaram 237,5 mil unidades, 46,6% abaixo das 444,5 mil unidades embarcadas no mesmo período do ano passado. No caso dos caminhões o recuo chegou a 68,4%, enquanto para automóveis o índice ficou em 45,6%.
Em julho a Anfavea fez a primeira correção de rota nas projeções das exportações. A entidade estimava, até então, que as vendas externas somariam este ano 500 mil unidades; passou a apostar em 400 mil.
Pelo andar da carruagem será difícil até mesmo chegar à nova meta. Em junho, melhor mês de exportações, o Brasil vendeu 39,4 mil veículos lá fora. As condições externas não têm apresentado melhora.
Novos fabricantes
Schneider destacou, por outro lado, que o mercado interno segue aquecido. As vendas domésticas podem superar 3 milhões de unidades este ano. Foram 2,82 milhões em 2008, ano de recordes.
O fôlego do comércio de veículos no país tem atraído a atenção de investidores de fora. No segmento de motociclos há um sem-número de novos fabricantes. Na área de veículos leves há projetos em andamento ou programados capazes de elevar a capacidade de produção para 4 milhões de unidades/ano.
A chinesa Chery, que já monta no Uruguai, pode ser a primeira chinesa a ter fábrica no Brasil. O local escolhido seria a cidade de Salto, no interior do Estado de São Paulo. Os indianos já estão aqui, com a Mahindra. A Hyundai-CAOA tem fábrica em Goiás e a Kia, também coreana, pensa em ter uma unidade também em Salto.