Os primeiros modelos do March produzidos no Brasil deverão chegar ao mercado pouco após a inauguração da fábrica. A nova planta totaliza investimentos de R$ 2,5 bilhões e tem capacidade para produzir 200 mil carros por ano.
O March, hoje importado do México, é um sucesso de vendas da marca e permitiu que a Nissan chegasse a ter fatia de 4% do mercado brasileiro. Hoje, passada a euforia inicial com o lançamento, a participação recuou para 3,5%. “Com a fábrica no Brasil, nosso objetivo é ter participação de 5% do mercado até 2016”, diz Menezes. O sedã Versa também deverá ser produzido em Resende.
Segundo Menezes, o Brasil é peça-chave na estratégia da Nissan para a montadora atingir os objetivos do plano global “Power 88”, que prevê a conquista de 8% do mercado automotivo mundial até 2016. Atualmente, a marca japonesa tem fatia de cerca de 6%.
“Uma participação de 5% no Brasil é enorme em razão do tamanho do mercado. No México, temos 25%. Mas com 5% no Brasil, venderemos mais do que no México”, afirma Menezes. “O Brasil é o quarto maior mercado mundial. Naturalmente, as operações no País deverão obedecer essa média mundial no longo prazo”, afirma o diretor da Nissan.