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Carro elétrico, chave para montadora brasileira

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Redação AB

11 out 2011

3 minutos de leitura

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Daniel Mello, Agência Brasil

O desenvolvimento do carro elétrico pode ser a oportunidade ideal para o Brasil criar uma empresa de fabricação de veículos, segundo Roberto Marx (foto), professor de engenharia de produção Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP). O especialista ressalta, entretanto, que é necessária uma articulação para unir pesquisadores e investidores na consolidação de um projeto como esse.

“O que falta é uma interação entre empresas fabricantes de motores elétricos, autopeças, baterias, que eventualmente tenham esse interesse. Existe uma série de iniciativas pouco articuladas”, destacou o especialista, que também coordena o Laboratório de Estratégias para a Indústria da Mobilidade (Mobilab), da USP.

Os veículos elétricos poderiam, na avaliação de Marx, ser incorporados à matriz brasileira de transportes de forma complementar aos movidos a etanol e bicombustíveis. “É produto para nicho, que não vai substituir totalmente as demais formas de combustível. Mas ele pode ser interessante para algumas utilidades”, disse em entrevista à Agência Brasil durante o Congresso SAE Brasil, em São Paulo, realizado de 4 a 6 de outubro.

O uso desse tipo de carro estaria associado, em um dos cenários traçados pelo professor, aos transportes públicos. “Um carro elétrico de baixo custo [deve ser usado] como forma de locomoção do indivíduo até o ponto em que ele possa usar algum transporte coletivo.”

O fato de o Brasil não deter a tecnologia para a fabricação dos carros não é, para Marx, um obstáculo intransponível. Ele acredita que esse problema poderia ser solucionado, caso houvesse a disposição do governo em incentivar esse modelo. Nesse caso, o País estaria apto a “desenhar um carro elétrico mais barato, que tenha penetração e apelo para um certo tipo de mercado, que seja desenvolvido por um consórcio de empresas interessadas em vender esse carro aqui”.

A viabilidade da inclusão dos carros elétricos na matriz brasileira de transportes está em estudo pelo governo. De acordo com o ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, é possível que o País tenha um projeto piloto para o desenvolvimento desse tipo de veículo.

Especialista na área de energia, o físico da USP José Goldemberg ressalta que a eletricidade traria benefícios ambientais porque, com a substituição, derivados do petróleo deixariam de ser queimados, como gasolina e óleo diesel.

No entanto, Goldemberg acredita que o Brasil pode conseguir melhores resultados investindo no etanol, combustível para qual a tecnologia de uso já está desenvolvida. “Com os automóveis elétricos você ainda tem um problema tecnológico que são as baterias”, destacou.

A autonomia das baterias dos carros elétricos apresentados até o momento não excedem 200 quilômetros, o que é, na avaliação dele, um grande inconveniente. “Você anda 200 quilômetros, o carro para. Aí você precisa de uma estação para recarregar as baterias e leva duas horas para recarregar. Ninguém vai querer um automóvel desse jeito.”