
Ele conta que a instituição vai formar um grupo de trabalho dedicado ao tema com atuação em três frentes. A primeira é a definição de rotas e rodovias prioritárias Brasil afora para receber postos de modelos eletrificados. O segundo foco de trabalho é a busca por parceiros para criar essa rede de reabastecimento. Por fim, o plano é mapear e pleitear possíveis incentivos para fomentar o uso de veículos com a tecnologia, como redução de impostos, taxas e isenção de rodízio.
135 mil postos de recarga elétrica no Brasil
O movimento da Anfavea acompanha a expansão do mercado de veículos elétricos no Brasil. Embora ainda seja incipiente, a tendência é de crescimento. Entre 2020 e 2021, o mercado de veículos eletrificados quase dobrou, para 35 mil unidades. No primeiro trimestre do ano, a participação de carros com a tecnologia no mercado nacional foi de 2,6%, porcentual tímido, mas que representa avanço de 0,8 ponto porcentual sobre o registrado no ano passado.
Conforme a tecnologia avança localmente, ficam mais claros os desafios impostos pela falta de infraestrutura de recarga, como contamos nesta matéria, que relata a peleja de uma viagem entre Rio de Janeiro e São Paulo a bordo de um elétrico.
Estudo feito pelo BCG a pedido da Anfavea mostra que, até 2035, a participação dos carros elétricos deverá responder por entre 10% e 18% da frota em circulação no país, com pelo menos 3,2 milhões de unidades. A presença desses modelos nas vendas pode chegar a 62%.
O volume demandará 135 mil postos de recarga elétrica espalhados pelo país, o que significaria investimento de R$ 14 bilhões até lá e a necessidade de incrementar em 1,5% a geração de energia elétrica do país. “Decidimos tomar a iniciativa e liderar o tema do desenvolvimento de postos de recarga no Brasil”, diz Moraes.
