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Carro híbrido é o que mais cresce no Brasil

Embora tenha ainda participação ínfima no mercado brasileiro, o carro híbrido (que funciona com um motor a combustão e outro elétrico) tem aumentado as vendas e despertado interesse no consumidor.
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Redação AB

11 jun 2014

2 minutos de leitura

No acumulado deste ano até maio, os híbridos tiveram aumento de 95%, num período em que o mercado de carros e comerciais leves registrou queda de 5,2%. Nos cinco primeiros meses do ano passado foram comercializados apenas 175 unidades de híbridos. No mesmo período deste ano foram 341.

Além do híbrido, apenas o carro à gasolina aumentou as vendas este ano, mas num índice bem menor, de 4,3%, enquanto todas as outras fontes de energia tiveram queda de vendas no período (veja o quadro abaixo). O crescimento do motor a gasolina é resultado do aumento de vendas de alguns modelos que alcançaram grande volume, como o Golf, que passou a ser importado da Alemanha com esta propulsão, o Audi A3 sedã e o Hyundai i30.

As vendas de carro tetracombustível: álcool e gasolina (flex) + gás, foram as que mais caíram até maio: foram 1.681 unidades neste ano contra 2.247 de janeiro a maio do ano passado.

O carro flex, que representa a maior parte das vendas (88%) também teve queda no período, de 5,9%, e os modelos movidos a diesel sofreram retração de 3,5% (de 85.051 para 82.082 unidades).

Além dessas, o mercado brasileiro oferece outras sete fontes de energia, sendo que a maioria é resultado de duas ou mais fontes combinadas. Todas elas, no entanto, são experimentais, não têm volume comercial, com exceção do motor a álcool, que já não é comercialmente viável, mas ainda faz presença com uma ou outra unidade.

Entre as fontes de energia alternativas que o Brasil dispõe estão: gás metano, gasogênio, combinação diesel + gás natural e combinação gasolina + GNV.

O carro híbrido já é uma realidade em vários países e só não decolou no Brasil porque ele não tem uma classificação fiscal. Sendo assim, entra no item “outros”, recolhendo a maior carga tributária entre todos os tipos de combustível.

Essa situação está prestes a mudar; a Anfavea, associação dos fabricantes de veículos, atua junto ao governo federal para que o carro híbrido, assim como o elétrico, tenha algum incentivo tributário. A expectativa é que o pacote de incentivos seja divulgado em breve e que ele contemple a eliminação total do IPI, que é de 25% para carros importados. Os empresários acham que essa medida – adicionada a outras, como a isenção do IPVA, já aprovada na cidade de São Paulo – vai propiciar um rápido crescimento das vendas de híbridos no Brasil. Atualmente o modelo mais barato com a tecnologia é o Toyota Prius, custa R$120,8 mil.

carro híbrido

Este artigo foi publicado originalmente na Agência Autoinforme