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Carro importado avança no mercado brasileiro

Artigo de Paulo de Araujo para a edição de domingo, 23, da Folha de SPaulo indica que a sobra de capacidade instalada da indústria automotiva pelo mundo e a queda nas vendas nos principais mercados leva a uma pressão sobre o Brasil.
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24 ago 2009

2 minutos de leitura

Em julho, a participação dos veículos importados no total das vendas alcançou 15,2%, ante 13,4% em junho e 12,5% em julho de 2008. Os números referem-se aos carros importados pelas próprias montadoras instaladas no país.

Enquanto as vendas de veículos nacionais caíram em julho, tanto em relação a junho como ao mesmo mês do ano passado, os emplacamentos de veículos vindos de fora tiveram alta de 7,8% e 20,5% nessas comparações.

Dados da Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores mostram que em junho o volume importado por suas associadas da Ásia e Europa cresceu 47,57% e 46,64%, respectivamente, ante o mesmo mês do ano passado. Na mesma comparação, as importações do Mercosul cresceram 32,53%, e as do México caíram 6,25%.

Araujo escreve que a apreciação do real, a redução do IPI e a demanda aquecida tornam o mercado brasileiro bastante atrativo. Letícia Costa, vice-presidente da Booz & Company, disse a ele que o Brasil é um dos poucos mercados que têm apresentado crescimento.

O jornalista revela que os preços dos importados tiveram reduções expressivas nos últimos meses. Pelo preço de tabela, o Hyundai Tucson 2.0, fabricado na Coreia do Sul, sai hoje a partir de R$ 69.900 – em dezembro, o preço era de R$ 79.900. O Azera teve o preço reduzido de R$ 93.900 para R$ 75.900.

Marcelo Cioffi, sócio da PricewaterhouseCoopers, acredita que as importações sigam em alta nos próximos meses. “A indústria automotiva é globalizada. Ela vai focar onde há mercado consumidor. E o Brasil está na linha de frente”, disse a Araujo.