“Diferente dos Estados Unidos e da Europa, o Brasil tem características de solo e clima que possibilitam duas ou até três safras por ano, com a substituição de coberturas de solo por safras e safrinhas de inverno, diminuindo as janelas agrícolas. Com menos tempo para plantar e colher, o agricultor não tem chance de errar. Foi nesse contexto que a Case IH desenvolveu o conceito Efficient Power, uma metodologia de desenvolvimento de produto no qual todos os equipamentos são projetados, desde sua concepção, para serem eficientes, seja no consumo de combustível, diferenciais de produtividade ou longevidade dos sistemas e manutenção”, ressalta Rafael Miotto, diretor de marketing da Case IH para América Latina.
O sistema CVT, do termo em inglês ‘transmissão continuamente variável’ (Continuously Variable Transmission) aplicada às colheitadeiras tem como principal característica a simplificação dos acionamentos dos eixos cardan, substituindo uma série de correias, polias, mancais e rolamentos existentes em outros sistemas, diminuindo o número de lubrificações.
“Ao reduzir drasticamente a quantidade de componentes, há uma enorme redução na quantidade de itens para manutenção. Menos itens para trocar e manter, menos riscos de paradas durante a colheita. Sob o ponto de vista de lubrificação, em 1,2 mil horas de trabalho, por exemplo, o sistema possibilita seis vezes menos lubrificações que em outro sistema disponível no mercado. As colheitadeiras Case IH da série 230 requerem apenas 82 lubrificações no intervalo, enquanto outro sistema demanda mais de 470 lubrificações”, relata Fernando Petrolli, especialista de produto da Case IH.
Já o Gerenciamento Automático de Produtividade (APM Diesel Saver) controla automaticamente a relação de transmissão e a velocidade de tratores para cada tipo de terreno, com foco na relação capacidade/consumo. Nestes casos, a empresa verificou economia de até 20% de combustível.
A redução no consumo de combustível também foi assinalada em pulverizadores, no uso de sistemas para tratos culturais, entre eles, o sensor Autoboom, que controla automaticamente a altura da barra de pulverização; piloto automático de série, sistema de abertura e fechamento automático de barras e a combinação entre barras maiores com um motor mais econômico, o que proporciona 39% menor consumo de combustível.
TREINAMENTO EM CAMPO
A Case IH também mostrará sua parceria com o Senai durante a 22ª edição da Fenasucro, do setor sucroalcooleiro, que acontece em Sertãozinho (SP) até 29 de agosto. Resultado de um investimento de R$ 1,8 milhão, um implemento e caminhão foram transformados em uma escola móvel, equipada com tecnologia para simulação de operação de colheitadeiras de cana, para treinamento de trabalhadores nas principais regiões canavieiras do País.
A carreta sala de aula conta com três simuladores das colhedoras tradicionais da Case IH, modelos A8800: elas reproduzem os comandos idênticos aos de uma colhedora de cana, que permite ao aluno conhecer todas as operações de colheita, treinar manobras e testes de implementos. Com capacidade para atender até 12 alunos por turma, a escola móvel oferece o curso com 80 horas de duração.
“Com investimento em conhecimento, todos saem ganhando. Tendo um profissional bem-treinado, as usinas passam a ter um alto rendimento dos equipamentos, além da operação adequada em cada etapa dos processos da lavoura. Já o operador passa a ter muito mais segurança e rentabilidade no seu ofício”, diz Auri Orlando, gerente de serviços da Case IH para América Latina, ressaltando que a unidade volante também terá como foco capacitar ex-cortadores de cana e outros profissionais das comunidades agrícolas.
