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Giovanna Riato, AB
A Caterpillar anunciou nesta quarta-feira, 1º de setembro, que fará um aporte de cerca de US$ 180 milhões no Brasil nos próximos dois anos para ampliar a capacidade de produção e inaugurar uma nova fábrica. A companhia adquiriu uma planta em Campo Largo, no Paraná, que já pertenceu a Chrysler.
A empresa planeja iniciar a reforma da unidade no final deste ano e a produção no segundo semestre de 2011. A intenção é chegar a 2012 com mil funcionários para produzir um modelo de retroescavadeira e dois de carregadeira.
Luiz Carlos Calil, presidente da companhia no Brasil, conta que a planta tem um perfil diferente da unidade de Piracicaba, em São Paulo. “A fabrica terá uma velocidade maior e será concentrada em montagem, com foco em máquinas menores”, explica.
O executivo contou que a região não ofereceu nenhum incentivo exclusivo para a instalação da fábrica. Segundo ele, os incentivos são equivalentes aos de Piracicaba, SP. “Uma das maiores vantagens é ter uma fábrica já construída, o que reduz o investimento e o tempo necessário para iniciar a operação”, avalia Calil.
Outras características que somaram pontos para a região foram a proximidade do porto de Paranaguá, que facilita as operações logísticas, a boa estrutura de fornecedores e a disponibilidade de mão de obra.
Piracicaba
A montagem em uma nova planta é responsável também por liberar espaço na unidade do interior paulista, em Piracicaba, que vai receber parte do aporte de US$ 180 milhões que a companhia faz no Brasil. “No futuro, pode ser necessário ampliar a produção da fábrica antiga. Precisamos reservar espaço para isso”, explica o presidente da empresa.
A unidade pode ter ainda alguns processos terceirizados. Sem revelar números, Calil conta que o aporte em São Paulo vai permitir que a companhia amplie a produção de todos os modelos para atender a demanda.
Mercado
“Nosso País mostra uma tendência irreversível de crescimento para os próximos oito anos”. É com esse otimismo que Calil faz os planos da Caterpillar para a nova fase no País.
A empresa, assim como os concorrentes do setor de máquinas de construção, não divulga detalhes sobre a participação no mercado ou investimento. Apesar disso, as boas perspectivas do executivo para o mercado brasileiro tem fundamento: o ritmo do mercado ao longo de 2010 motiva uma projeção de alta entre 40% e 50% sobre 2009.
Dados da Abimaq apontam que o segmento deve alcançar ou até superar os resultados de 2008. Foram comercializadas 13 mil máquinas entre janeiro e junho, alta de 274% no reajuste anual. “Com este volume o setor deve vender cerca de 23 mil máquinas em 2010”, aposta Calil.
Mesmo com a reviravolta do mercado externo após a crise financeira, as exportações ainda mantém participação maior do que o mercado interno no faturamento da empresa.
A maioria das vendas é para a América Latina mas há também exportações para os Estados Unidos. Segundo Calil, a expansão do Chile e Peru devem garantir um bom ritmo na região nos próximos anos.
