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CATL exporta mão de obra para fábrica da Stellantis

Cerca de 2 mil trabalhadores vão atuar na construção da unidade que vai produzir baterias para veículos elétricos na Espanha
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Redação AB

02 out 2025

1 minutos de leitura

A indústria europeia de veículos não se mostra dependente apenas dos baratos carros elétricos chineses e suas baterias. Parece depender também da mão de obra chinesa na manufatura.

Segundo o jornal britânico “Financial Times”, a chinesa CATL deve enviar 2 mil funcionários para ajudar a Stellantis na fábrica de baterias que ambas mantêm na Espanha por meio de joint-venture.

Ainda é incerta a área de atuação desses trabalhadores, se chegarão para atuar na construção da fábrica ou se vão compor os quadros técnicos responsáveis pela instalação dos equipamentos.

De qualquer forma, a exportação de trabalhadores gerou incertezas na Espanha acerca do quão disposta está a CATL para compartilhar seu conhecimento com os funcionários locais.

BYD já fez o mesmo aqui no Brasil

A prática não é novidade: outro grupo chinês, AESC Envision, está planejando uma fábrica de baterias no oeste da Espanha nesses mesmos moldes. A Volkswagen, que fez parceria com a chinesa Gotion, está construindo fábricas na Alemanha e na Espanha.

No Brasil, a BYD trouxe trabalhadores chineses para atuar na construção da fábrica que mantém em Camaçari (BA).

Depois do colapso da Northvolt da Suécia, em março de 2025, a Europa ficou sem uma fabricante local de baterias – algo que antes era considerado sua melhor esperança para competir em um setor dominado pela China.

A Stellantis e a CATL devem investir até € 4,1 bilhões na produção de baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP) de grande porte em Zaragoza. A previsão de início de produção é de até o final de 2026.