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Foto: Jose Cruz/ABr
Redação AB
As centrais sindicais querem ser ouvidas pelo governo antes do anúncio do regime automotivo, que deve ser divulgado no início do próximo mês. Esta foi uma das reinvindicação da categoria durante a reunião de seus representantes com os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, na quarta-feira, 21, em Brasília, DF.
Na semana passada, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, havia informado que o anúncio seria feito ainda em março. Na ocasião, o ministro disse que as medidas estão em fase de discussão, mas adiantou que a política industrial deve exigir mais investimento das montadoras em pesquisa e aumentar a exigência de conteúdo nacional.
Segundo o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva, Mantega prometeu ouvir os sindicalistas antes do anúncio. Uma nova reunião está marcada para a próxima semana. Silva defende o aumento do percentual de conteúdo nacional na cadeia automotiva que, hoje, está em 65%.
“Espero que não seja anunciada uma medida antes de ouvir as propostas dos trabalhadores. Queremos debater conteúdo nacional. Não dá para a engenharia, os projetos, aquilo que agrega valor e que paga salário, estejam indo, como está acontecendo hoje no Brasil, para as matrizes. Queremos discutir projetos, engenharia”, disse.
O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, também defendeu a ampliação do índice de nacionalização das peças dos carros produzidos no país dos atuais 8% para 21%. “O governo topou negociar essas duas questões. A proposta nossa é chegar a 21%. Seria aumentar o conteúdo local para cerca de 80% e elevar o de peças para 21%”, comentou.
Com informações da Agência Brasil.