
Que tal ganhar como salário e bonificações por um ano de trabalho o total de US$ 23,7 milhões? Pois foi a quantia que foi paga à CEO da General Motors, Mary Barra. Assim, ela foi a liderança mais bem paga entre as três grandes montadoras americanas em 2020.
Esse valor foi 9,4% acima do que ela havia recebido no ano anterior e seria suficiente para comprar nos Estados Unidos cerca de 300 SUVs Cadillac Escalade ESV (US$ 79.195 na versão de entrada), o modelo mais caro vendido pela GM no mercado americano. A quantia foi o dobro do que receberam os CEOs das outras marcas de Detroit.
No seu último ano no comando da FCA (Fiat Chrysler Automobiles) antes de se fundir à Stellantis, Mike Manley ganhou US$ 14,2 milhões em 2020. Jim Farley, que assumiu como CEO da Ford em outubro, somou vencimentos de US$ 11,8 milhões, menos que o seu antecessor, Jim Hackett, que havia recebido US$ 16,7 milhões.
Uma das razões dos ganhos de Mary Barra serem tão maiores deve-se ao fato de ser a única que é CEO e presidente do conselho da mesma empresa. De acordo com a declaração anual divulgada pela GM, os vencimento de Barra incluem um salário-base de cerca de US$ 2 milhões (representa uma queda 5% sobre 2019), incentivos de curto prazo de US$ 3,8 milhões (contra US$ 2,7 milhões do ano anterior) e prêmios por ações de US$ 13,1 milhões (antes foi de US$ 12,1 milhões).
Além de ser a mais bem paga, Mary Barra tem outras conquistas na sua carreira na indústria automotiva, como a primeira CEO feminina de uma montadora global (ela ocupa o cargo desde 2014), a mulher mais poderosa no mundo dos negócios em 2017, segundo a revista Fortune, e uma das “100 Pessoas Mais Influentes do Mundo” em 2014, na lista da revista Time. Ela começou a trabalhar na GM em 1980, aos 18 anos, como estagiária.
Devido à pandemia do Covid-19, a GM resolveu fazer um corte de 10% nos salários dos cargos da liderança sênior, que depois foi substituído por ações. O pagamento do conselho de administração da GM foi cortado em 20%, sem compensações posteriores. O lucro da GM em 2020 antes de juros e impostos aumentou em 15%, totalizando US$ 9,7 bilhões. O fluxo de caixa livre ajustado para o setor automotivo mais do que dobrou, subindo para US$ 2,6 bilhões.