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CEO da Mercedes-Benz diz que carros elétricos vão continuar caros

Ola Källenius afirmou que paridade de custos com carros a combustão ‘é realidade distante’
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Redação AB

12 mar 2024

2 minutos de leitura

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O CEO da Mercedes-Benz, Ola Källenius, afirmou que os carros elétricos ainda vão custar caro nos próximos anos. O executivo apontou que a disparidade de preços em relação aos veículos movidos a combustão está acima do estimado pela indústria automotiva


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Com isso, Källenius acredita que a paridade de custos entre os dois tipos de propulsão (combustão e eletricidade) “é uma realidade distante” no cenário atual. “Isso se reflete nos preços”, apontou.

Ao mesmo tempo, a Mercedes-Benz assegurou que seguirá produzindo motores a combustão com base em plataformas existentes, ao menos durante a próxima década.

Disparidade de preços resiste

Recentemente, a Mercedes-Benz decidiu rever seus planos de eletrificação. Pela nova previsão, a fabricante espera que as vendas de carros eletrificados, incluindo os hibridos, respondam por até 50% do volume total a partir de 2030 – cinco anos depois da projeção feita em 2021, quando a Mercedes-Benz acreditava que atingiria a mesma porcentagem apenas com carros elétricos.

A montadora estava se preparando para que toda sua gama de carros fosse movida a eletricidade a partir de 2030. No entanto, estudos realizados pela própria empresa apontaram que os carros híbridos plug-in e elétricos responderiam por apenas metade das vendas globais da Mercedes.

“Não acho que alguém acredite que uma transformação única no século aconteça sem interferências. Haverá pontos altos e baixos”, declarou Källenius.

Classe A sobrevive até 2026 e novo CLA será elétrico

Os estudos também apontaram que a maior demanda por carros elétricos acontecerá nos segmentos de veículos compactos e médios. Isso garante que o Classe A seguirá em produção pelo menos até 2026.

Como forma de se preparar para isso, a Mercedes-Benz modificou sua fábrica em Rastatt, na Alemanha, para produzir tanto a plataforma MFA como a base MMA, que foi desenvolvida com foco na eletrificação.

Essa nova plataforma é capaz de receber motorizações a combustão, híbrida e elétrica. Deve estrear na terceira geração do CLA, que, segundo a “Autocar”, terá variações elétricas com um ou dois motores.