
John Elkann já dá expediente como CEO interino da Stellantis, após a saída de Carlos Tavares do comando da empresa de forma antecipada. E faz os primeiros movimentos tanto na montadora, quanto no mundo dos negócios, com a decisão de entrar para o conselho de administração da Meta, dona do Facebook.
Na fabricante de veículos, uma das primeiras medidas do herdeiro da família Agnelli, maior acionista da Stellantis, foi reaproximar a empresa de grupos de interesse que se afastaram durante a era Tavares.
No final do ano passado, a imprensa internacional apontou que Elkann deveria, em seus primeiro meses como CEO interino, buscar diálogo com concessionários na Europa e nos Estados Unidos. Os empresários estariam contrariados com as políticas de preço impostas pela montadora à rede.
John Elkann coloca foco em funcionários da Stellantis
Ainda não se sabe se houve, de fato, esse contato. De qualquer forma, a vontade de aproximação de stakeholders se manifestou nos primeiros dias de janeiro, quando o executivo, por meio de carta, se dirigiu aos funcionários do mega grupo pedindo união para que a empresa “alcance o seu potencial máximo”.
Se a união faz a força, como diz o ditado, a Stellantis vai precisar dela mais do que nunca para dar a volta por cima na operação de algumas de suas marcas, que perderam espaço em mercados importantes, como é o caso da Jeep nos Estados Unidos.
CEO da Stellantis passa a integrar conselho da Meta
Neste mercado especificamente, a empresa também parece estar disposta a se aproximar de outro grupo de interesse, o governo.
Na terça-feira, 7, a empresa dona do Facebook, a Meta, anunciou que o CEO da Stellantis será um dos seus conselheiros. O executivo estará ao lado de nomes como o CEO do Ultimate Fighting Championship (UFC), Dana White, e Charlie Songhurst, ex-executivo da Microsoft.
O anúncio ocorreu no mesmo dia em que o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, divulgou a nova política de moderação de conteúdo nas redes sociais da empresa, como Facebook, Instagram e Threads. A conduta gerou polêmica por ter um possível alinhamento à agenda do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no que diz respeito à disseminação de notícias (nem sempre verdadeiras) na internet.
“Estou ansioso para levar minha experiência global e perspectiva de longo prazo para o conselho, enquanto a Meta continua a moldar e impulsionar as próximas fronteiras da inovação e tecnologia”, disse John Elkann, com foco em conduzir a Stellantis ao mesmo tempo em que constrói reputação nos EUA com a dona do Facebook.