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CEO da Stellantis se opõe a imposto mais alto para marcas chinesas nos EUA

Carlos Tavares diz que saída é igualar custos de produção para enfrentar rivais
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Vitor Matsubara

21 fev 2024

2 minutos de leitura

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O CEO da Stellantis, Carlos Tavares, negou que esteja pedindo por tarifas de importação mais altas para dificultar a entrada das marcas chinesas nos Estados Unidos. Com um custo de produção até 30% menor, rivais como a BYD estudam fabricar carros no México para driblar eventuais impostos de importação mais salgados.

Apesar da possibilidade de implementar essa medida, Tavares afirmou que a Stellantis precisa encontrar maneiras de se equiparar às marcas chinesas em qualquer mercado do planeta.


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“Não estou pedindo por nenhum tipo de proteção porque, no fim das contas, somos uma empresa global, então eu não estarei protegido em todos os mercados onde atuamos. Preciso encarar essa difícil competição de frente e ter capacidade de competir contra elas (marcas chinesas) com meus próprios recursos”, disse.

“Qualquer que seja a decisão do ocidente em termos de proteção, ela não se aplicará ao resto do mundo. Eu precisarei enfrentar a concorrência chinesa na América do Sul, na África e no Oriente Médio e na Ásia. Então, se eu estiver protegido nos Estados Unidos ou até na Europa, isso não seria o suficiente porque preciso encará-los no resto do mundo. Não há outra saída a não ser enfrentá-los”, completou Tavares.

Stellantis comprou marca chinesa de carros elétricos

É importante lembrar que, recentemente, a Stellantis adquiriu 20% das ações da chinesa Leapmotor.

Apesar de ser uma das menores fabricantes de carros elétricos da China, a empresa pretende lançar cinco modelos globais nos próximos dois anos.

Enquanto isso não acontece, a Stellantis (que trata a Leapmotor como uma das agora 15 marcas do grupo) estuda produzir carros elétricos chineses na mítica fábrica de Mirafiori, na Itália. O volume anual poderia chegar a 150 mil unidades. 

Atualmente, o novo Citroën ë-C3 é o carro elétrico mais barato do gigantesco grupo, saindo por pouco mais de € 20 mil em sua versão de entrada.