
A mudança acontece seis peses após o dieselgate ser revelado. O escândalo foi causado após autoridades norte-americanas descobrirem que a montadora fraudou 11 milhões de carros a diesel. Os veículos envolvidos foram equipados com software para burlar testes de emissões em vários países. Só nos Estados Unidos a trapaça afeta cerca de 600 mil unidades.
Quando o dieselgate veio à tona, Horn foi o rosto da Volkswagen para tratar do problema no país. “Vamos ser claros sobre isso: a nossa companhia foi desonesta com as autoridades e com todos vocês. Nós estragamos tudo e precisamos consertar estes carros”, declarou o dirigente em setembro do ano passado, logo que o escândalo foi revelado.
Ao falar do assunto, ele defendeu que a fraude foi feita de poucas pessoas dentro do Grupo Volkswagen e que não representava uma escolha da empresa. ”Eu concordo que é muito difícil de acreditar. Algumas pessoas tomaram as decisões erradas.” O executivo deixa a Volkswagen após mais de 25 anos. Ele assumiu o cargo de CEO para a América do Norte em janeiro de 2014. Antes disso chegou a comandar a divisão de vendas da companhia na Europa.
Horn é reconhecido pelos concessionários do Grupo na região, que lamentaram a notícia de sua saída. O executivo manteve os distribuidores próximos desde o início do dieselgate, garantindo o apoio da rede mesmo durante a crise. Fontes consultadas pela agência Automotive News apontam que a Volkswagen ofereceu uma série de posições para o executivo para evitar que ele deixasse a companhia, mas ele já estava decidido.