Ainda sem saber ao certo qual é o custo total do escândalo, o Grupo VW adiou a publicação do balanço de 2015 para o próximo dia 28 de abril, quando acontecerá a coletiva anual de imprensa e o encontro com investidores e analistas, quase dois meses depois do que usualmente costuma ocorrer. A reunião anual de acionistas foi remarcada para 22 de junho. Müller destacou que levará anos para medir integralmente todas as implicações financeiras do escândalo que envolveu a companhia desde setembro do ano passado, quando foi divulgada a fraude, descoberta em testes independentes em condições reais de uso nos Estados Unidos, que mostraram emissões 40 vezes maiores do que os limites da legislação.
Weil admitiu que as perdas provocadas pelo diseselgate serão grandes: “Até onde podemos dizer o prejuízo no balanço não será pequeno, mas felizmente a Volkswagen tem uma forte robustez econômica”. O grupo separou no ano passado € 6,7 bilhões para cobrir parte dos custos de reparação dos veículos envolvidos na fraude de emissões, com campanhas de recall que foram iniciadas na Europa no início deste ano. Mas, segundo especialistas, o valor não passa nem perto dos muito bilhões que a companhia poderá ter de pagar em multas e indenizações judiciais. Ainda assim, Weil garante que “não há razão” para alterar a participação acionária do Estado da Baixa Saxônia na VW.