“A ameaça desta guerra para a Alemanha e Europa é enorme. Há riscos enormes de aumentos de preços, escassez de energia e inflação”, alertou o executivo da montadora alemã na entrevista publicada nesta quinta-feira, 10.
Produção interrompida na Rússia
Dias após o início do conflito a VW interrompeu a produção da unidade de Kaluga, a sudoeste de Moscou, e em Nizhny Novgorod, a 420 km ao leste da capital russa. A fabricante alemã foi um dos muitos grupos automotivos a suspender a produção após as sanções financeiras impostas pelos EUA e a União Europeia.
Maior montadora da Europa, o Grupo Volkswagen também se viu obrigado a parar a produção de alguns modelos na Alemanha, como o Porsche Taycan. O motivo: a falta de componentes, como chicotes elétricos, que são importados da Ucrânia.
Na entrevista, Diess defendeu “sanções máximas” à Rússia, mas também pediu uma rápida retomada das negociações.
“Para uma sociedade como a Alemanha, dependente da energia russa, de matérias-primas… Imagine um cenário em que cortamos relações comerciais com a Rússia, sem comprar mais energia. Isso levaria a uma situação que poderia impactar consideravelmente a Europa e a Alemanha”, afirmou Diess.
Indústria brasileira também sob alerta
O conflito na Ucrânica também desperta preocupação no setor automotivo brasileiro. Automotive Business já mostrou os impactos da guerra na nossa indústria.