
O executivo que também é membro do conselho de administração do Grupo Volkswagen e presidente do comitê Sul-Americano da Federação das Indústrias Alemãs (BDI) analisou o cenário macroeconômico e declarou: “É da natureza das coisas que um negócio altamente cíclico como o de veículos comerciais esteja sujeito a oscilações ainda maiores em economias emergentes. Os mercados sul-americanos nos trouxeram grande alegria no passado e o farão novamente no futuro. Estou convencido disso”, afirmou.
“No ano passado, a demanda por veículos comerciais viu uma queda maciça devido à crise econômica no Brasil. O fato de que os nossos colegas do Brasil conseguiram defender a sua posição como líder de mercado neste ambiente extremamente feroz é um resultado extraordinário”, disse Renschler. O executivo lembrou que o ambiente econômico no País se deteriorou ao longo do ano e que este efeito foi reforçado pelas medidas de ajuste introduzidas pelo governo para conter a dívida e a inflação, além dos subsídios para financiamentos de caminhões e ônibus oferecidos em condições significativamente menos favoráveis, o que pressionou ainda mais o mercado.
Para o presidente da MAN Latin America, Roberto Cortes, a declaração do CEO reforça o reconhecimento às contribuições do mercado latino à divisão: “Essa é uma demonstração de confiança da holding no Brasil e na América Latina. Mesmo diante das condições desafiadoras da indústria, mantemos nossos planos de investimento na região e defendemos nossa posição de liderança”, reforçou Cortes.
Ele atribuiu o resultado da empresa ao desempenho de sua rede de concessionários: “Soma-se a isso, certamente, a preferência de nossos clientes, que apreciam o valor de nossas marcas VW e MAN e seus benefícios”.
No ano passado, com as marcas Volkswagen e MAN, a montadora manteve a primeira posição no ranking das fabricantes de caminhões pelo 13º ano consecutivo, com 19,5 mil unidades. Já no segmento de ônibus, a MAN Latin America ficou em segundo lugar, com 3,6 mil emplacamentos de chassis (leia aqui).