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Cesvi avalia modelos de reciclagem para o Brasil

O encontro sobre reciclagem de veículos promovido pelo Centro de Referência Técnica Automotiva dia 25 de junho em São Paulo despertou o interesse de cem pessoas, que puderam conhecer experiências bem-sucedidas da Europa e da América Latina.
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cria

02 jul 2009

2 minutos de leitura

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O espanhol Ignacio Juárez Pérez, do Centro de Experimentación y Seguridad Vial Mapfre explicou o processo, na Espanha, das instalações autorizadas para realizar operações de tratamento dos veículos no final de sua vida útil, envolvendo a descontaminação, reutilização, reciclagem e valorização do veículo.

Ele defendeu o modelo espanhol de reciclagem de veículos como uma referência para o Brasil, destacando os benefícios ambientais. “A legislação européia pode ser considerada restritiva, se comparada com as de outros países. Entretanto, o trabalho desenvolvido na Espanha vem descobrindo novos campos para o tratamento integrado de veículos nos aspectos ambiental, social e econômico”, afirmou.

Já Fábian Pons, do Cesvi Argentina (Centro de Experimentacion e Seguridad Vial), contou sobre a legislação e a operação do governo federal que fechou a maior parte dos desmanches ilegais para combater o roubo e furto de veículos.

Pons recomendou que o Brasil utilize o experimento da legislação argentina como uma referência, e procure melhorá-lo para adaptar o modelo de reciclagem de veículos mais próximo da realidade do país.

“Muitas entidades que no princípio eram contra a lei, hoje são a favor. A indústria automotiva vem solicitando nossos serviços para conseguir peças que são difíceis de encontrar no mercado”, constatou Pons.

Posição do Cesvi

José Aurelio Ramalho, diretor de operações do Cesvi Brasil, apontou as perspectivas do Brasil para iniciar a atividade de reciclagem de veículos, destacando a necessidade de desenvolvimento de uma legislação específica; criação de postos de recolhimento e tratamento de veículos; incentivo fiscal; certificado de destruição do veículo; e projetos paralelos.

“Desde 2001 temos discutido o assunto, desenvolvendo trabalhos e estudando os projetos em andamento pelo mundo. Oferecemos apoio técnico ao governo, à Fenseg e às empresas privadas, com a realização de pesquisas”, explicou Ramalho.